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Varejo ainda tropeça na recessão, com crescimento sustentado só no 2º trimestre de 2017

Não obstante da perspectiva de melhora na confiança do consumidor, cujo indicador da FGV tem crescido desde maio, o comércio varejista ainda tropeça na recessão que assola o país há dois anos. Em agosto, o comércio varejista seguiu enfraquecido, registrando queda marginal (sobre julho, descontado os efeitos sazonais) do volume de vendas de 0,6% no conceito restrito (que desconsidera o setor automotivo e de material para construção) e uma expressiva queda de -2% no ampliado. Com relação a agosto de 2015, as vendas recuaram 5,5% no varejo restrito (17ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação) e -7,7% no ampliado (27ª queda consecutiva).

Em agosto, o segmento de hipermercados e supermercados registrou variação de -2,2% no volume de vendas sobre igual mês do ano anterior, o maior impacto negativo na formação da taxa global do varejo. Foi a 19ª queda consecutiva do segmento nessa comparação, acumulando, para os oito primeiros meses do ano e em 12 meses, uma perda de 3% devido basicamente à perda do poder de compra do trabalhador, resultado direto da pressão inflacionária e da perda da massa salarial em função do desemprego crescente.

Com essa última leitura, o varejo acumulou nos oito primeiros meses do ano perda de 6,6%. Já no nos últimos 12 meses o recuo é de 6,7%. Para 2016, projetamos queda de 6,5% no volume de vendas do varejo restrito e diminuição de 7,4% no conceito ampliado. A REAG prevê que o crescimento sustentável do varejo acontecerá somente após o segundo trimestre de 2017, quando é esperada recuperação das vendas de setores mais sensíveis ao crédito, como o de veículos.

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