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Resultado do PIB no 1º trimestre sinaliza que maior recessão da história pode estar próxima do ponto de inflexão

O PIB encolheu 4,7% no acumulado de quatro trimestres até o primeiro trimestre de 2016, comparativamente ao período imediatamente anterior, sendo essa a maior baixa da série histórica do IBGE, iniciada em 1996, divulgou hoje o instituto. Ou seja, o quadro piorou em relação ao ano fechado de 2015, quando a retração no PIB foi de 3,8%, a maior perda desde 1990. Frente ao primeiro trimestre de 2015, o PIB acumulado nos três primeiros meses deste ano registrou uma contração de 5,4%.

Apesar de a queda de 0,3% no PIB no primeiro trimestre de 2016 ante o quarto trimestre de 2015 ter sido o melhor resultado nesta comparação desde os últimos três meses de 2014 (+0,2%), não houve melhora na atividade. A conjuntura do primeiro trimestre de 2016 está muito parecida com a do último trimestre do ano passado, uma vez que Inflação e juros continuaram em patamar parecido. Por isso, apesar do número menos negativo na margem, não é possível dizer que a atividade mostrou reação.

Contudo, é fato que a cadência das perdas na atividade econômica tem desacelerado, uma vez que a queda marginal de 0,3% neste primeiro trimestre do ano foi a leitura menos desfavorável do PIB, nesse tipo de comparação, desde o 4º trimestre de 2014 (+0,2%), vinda de uma sequência de recuos expressivos ao longo de 2015 (-1,2% em 1T15, -2,0% no em 2T15, -1,6% em 3T15 e -1,3% em 4T15). Por essa lógica, a REAG diagnostica que possivelmente as perdas na atividade econômica, em termos agregados, chegaram ao seu limite ou estão muito próximas de seu ponto de inflexão. Vale lembrar, contudo, que a retração do PIB na margem pelo quinto trimestre consecutivo consolida a continuidade da mais intensa recessão da história da economia brasileira.

PIB 1T16

OCDE

As previsões para o PIB do Brasil neste ano e no próximo foram revisadas para baixo pela OCDE, a qual estima que a profunda recessão do país deverá continuar, em meio a um contexto de elevada incerteza política e revelações de corrupção. Segundo o relatório trimestral da organização divulgado hoje, a economia brasileira encolherá 4,3% este ano, ante previsão anterior de queda de 4%. Em 2017, o PIB deve recuar 1,7%, enquanto a projeção anterior indicava estabilidade.

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