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Relatório de Inflação do Banco Central reforça aposta de que a Selic pode cair na reunião de outubro

Após o Banco Central (BC) divulgar o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), as curvas de juros futuros, especialmente na parte mais curta da curva, reagiram positivamente de forma a reforçar nossa aposta de que a Selic pode cair na reunião de outubro. No documento, a autoridade monetária demonstra confiança nos efeitos da política monetária, projetando que a inflação ficará abaixo do centro da meta em 2017, com o IPCA fechando o ano que vem em 4,4%. A última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada no início de setembro, previa inflação de 4,5% (exatamente no centro da meta), enquanto o RTI de junho, apontava alta nos preços de 4,7%. Em relação ao PIB, o BC prevê crescimento de 1,3% em 2017. A estimava é menos otimista do que a do Ministério da Fazenda, que considerou na proposta de Orçamento de 2016 uma previsão de alta de 1,6% no ano que vem. Para 2016, o BC manteve a estimativa de recuo de 3,3% da economia brasileira.

Vale destacar que o Banco Central ressalta que a concretização das previsões do RTI depende basicamente da evolução do ajuste fiscal. Ao contrário da edição anterior, o BC não publicou projeção oficial para o resultado primário e o documento cita, apenas genericamente, que a proposta do Orçamento de 2017 prevê redução do déficit e indicação de recuperação gradual nos anos seguintes. “As projeções aqui apresentadas dependem ainda de considerações sobre a evolução da política fiscal”, cita o RTI divulgado nesta manhã. Em junho, o documento anterior previa déficit primário de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 e resultado primário negativo de 0,9% no próximo ano.

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