O governo do estado da Bahia autorizou a REAG Gestora de Recursos a desenvolver os estudos de estruturação de um Fundo de Investimento em Participação (FIP) destinado à construção e operação do novo Centro de Convenções da Bahia (CCB), na capital baiana, juntamente com um complexo de negócios. A decisão consta de resolução publicado esta semana no Diário Oficial, em resposta a uma Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP), instrumento que permite pessoas jurídicas apresentarem propostas, estudos ou levantamentos de serviço que queiram prestar ao Estado, por meio de contratos de Parceria Público-Privada (PPP).

O projeto de construção do novo CCB prevê que o espaço para eventos seja construído em uma área utilizável de aproximadamente 230 mil metros quadrados, situada no Parque de Exposições. A estimativa de investimento é de cerca de R$ 400 milhões. O antigo Centro de Convenções, que está desativado, ocupava área de 153 mil metros quadrados.

Segundo a Secretaria de Turismo (Setur), a localização do novo Centro de Convenções, na Avenida Paralela, terá benefícios como a proximidade do Aeroporto Internacional de Salvador e de estações de metrô, além de a região de Itapuã possuir um parque hoteleiro que reúne mais de 2.200 apartamentos e 4.400 leitos de renomadas redes regionais, nacionais e internacionais de hotéis. Além disso, a Setur informa que a construção do novo CCB não interferirá nas atividades do Parque de Exposições, que manterá seu calendário de eventos agropecuários.

Já sem abrigar grandes feiras e congressos, o Centro de Convenções foi interditado pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom) em maio de 2015, após a constatação da falta de projeto e equipamentos de incêndio e pânico, como também de manutenção predial. O local foi fechado para obras, mas em setembro de 2016, parte da fachada do prédio desabou, quando o edifício foi interditado para posterior demolição. Contudo, a demolição das edificações foi suspensa pelo Tribunal de Justiça do Trabalho (TRT-BA), no final de março deste ano. O órgão afirma que o local se encontra penhorado em um processo em trâmite, para garantia de débitos trabalhistas.

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