Inflação e atividade serão destaques em semana carregada de indicadores domésticos

 

Na agenda econômica local, a semana vem carregada, com dados inflação, emprego, setor externo, contas públicas e crédito.

No front inflacionário, o IBGE divulgou na terça-feira o IPCA-15 (a prévia oficial da inflação oficial), que deve mostrar alta de 0,6% em abril, com nova aceleração no acumulado em 12 meses, de 5,52% para 6,17%. O grupo de transportes continuou sendo a principal influência (+0,36 p.p.), embora tenha desacelerado de 3,79% em março para 1,76% em abril. Já o segundo maior impacto (+0,08 p.p.) partiu do grupo de alimentação e bebidas, que acelerou de 0,12% para 0,36%.

Na quinta-feira é a vez da FGV publicar os dados de abril do IGP-M, que deve mostrar alta de 1,35%, desacelerando ante o mês anterior (+2,94%). O resultado deve refletir o arrefecimento dos preços no atacado, sobretudo dos industriais, em função da alta menos intensa dos combustíveis e da deflação do minério de ferro. Em 12 meses, isto implica em alta de 31,83%.

Para os indicadores do mercado de trabalho, o Ministério da Economia divulga o Caged de março (quarta-feira) e o IBGE divulga a PNAD Contínua de fevereiro (sexta-feira). Para a PNAD, a expectativa do mercado é que a taxa de desemprego avance pelo 2º mês seguido, de 14,2% para 14,7%. A alta deve decorrer de um conjunto de fatores: o aumento sazonal do desemprego (demissão dos temporários contratados no fim do ano); o agravamento da pandemia neste início de ano; além da maior busca por emprego, acentuada pela pausa do auxílio emergencial. No caso do Caged, a expectativa é de nova geração líquida de vagas, de 150 mil, embora menor que a registrada em fevereiro (401,6 mil), impactada pela piora da pandemia. Vale frisar que os números do Caged seguem divergentes em relação aos da PNAD, gerando incerteza sobre o real panorama do segmento.

Em relação às contas públicas, o Tesouro divulga o resultado do governo central (quinta-feira) e o Banco Central publica o resultado do setor público consolidado (sexta-feira), ambos referentes ao mês de março. O mercado projeta déficit primário de R$ 5,2 bi para o governo central e de R$ 3,6 bi para o setor público consolidado, inferiores ao registrado em março do ano passado (R$ -22,0 bi e R$ -23,6 bi), beneficiados pela boa arrecadação de impostos no mês e ainda não pressionados pelas novas despesas destinadas ao combate da pandemia.

Ainda na semana, a FGV divulga as sondagens de confiança de abril, trazendo informações sobre o comportamento da atividade no início do 2º trimestre. É provável que os índices sigam em queda, sugerindo um início fraco de 2º trimestre.

Na sexta-feira, o Banco Central divulga a Nota de Operações de Crédito com os dados consolidados de março. Segundo pesquisa da Febraban, a carteira total de crédito deve se manter em trajetória de crescimento e expandir 1,1% no mês. O resultado pode ser considerado uma surpresa positiva, e, assim como outros dados de atividade já divulgados, sugere que o agravamento da pandemia teve efeito menor que o esperado sobre a atividade em março.

No exterior, atividade será destaque nas divulgações, para o qual esperamos resultados fortes da economia norte americana. Conheceremos os resultados preliminares de PIB nos EUA e na Área do Euro do primeiro trimestre. Além disso, serão divulgados os índices PMI de abril. Por fim, teremos o anúncio de política monetária nos EUA, no Japão e na Colômbia.

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