A produção industrial brasileira registrou em abril uma alta de 0,3% (série com ajuste sazonal), na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou hoje o IBGE. Apesar do crescimento, o avanço foi insuficiente para recuperar a perda de 1,4% de março. Nos 4 primeiros meses de 2019, o setor industrial acumula queda de 2,7% frente ao mesmo período de 2018. Na comparação com abril do ano passado, a produção da indústria caiu 3,9%. Trata-se do pior resultado para um mês de abril desde 2017, quando a indústria registrou alta de 0,2% ante março e queda de 4,5% ante o mesmo mês do ano anterior.

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A maior influência negativa partiu do setor extrativo, pressionado pela redução na produção de minério de ferro, decorrente do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), em janeiro. Com isso, a indústria extrativa caiu 9,7%, e teve o quarto resultado negativo seguido na comparação com o mês anterior, acumulando -25,7% no ano. Em relação a abril de 2018, o recuo foi de 24%.

A perda de ritmo do setor fica mais evidente na análise do resultado acumulado em 12 meses, que passou de -0,1% em março para -1,1% em abril, permanecendo na trajetória descendente iniciada em julho de 2018.

A indústria foi o setor com o pior desempenho no 1º trimestre sob a ótica da oferta, puxando a queda do PIB (Produto Interno Bruto), que recuou 0,2% na comparação com o 4º trimestre, a primeira retração da economia desde 2016.

A atividade da indústria teve queda de 0,7% no 1º trimestre, impactada principalmente pelo recuo de 6,3% da indústria extrativa, refletindo os desdobramentos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG). O setor também tem sido afetado pela desaceleração do comércio global e pela crise econômica da Argentina, que é um importante importador de produtos manufaturados do Brasil.

A REAG projeta que a indústria crescerá 0,9% em 2019, ficando abaixo do +1,2% contabilizado em 2019. A expectativa é de que a recuperação virá somente em 2020.

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