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'Prévia do PIB' volta a cair em maio, o pior resultado desde 2010, mas ritmo das perdas desacelera

Após o suspiro em abril, interrompendo 15 meses consecutivos de queda, a economia brasileira volta a ceder. A leitura do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, com ajuste sazonal, registrou perda de 0,51% em maio ante abril. Foi o pior resultado desde janeiro de 2010, reflexo das surpresas negativas advindas das vendas no varejo e do setor de serviços. Apesar da perda de fôlego na margem, na comparação com o mesmo mês em 2015, a retração em maio foi de 5,32%, resultado praticamente estável à perda de 5,79% em abril. Tal resultado reitera a posição da REAG de que a velocidade da retração na atividade econômica tem diminuído, caminhando para uma certa estabilização nos próximos meses.

Para junho, a REAG aposta que o IBC-Br dessazonalizado recuará pelo menos 3,5% na comparação interanual, com a velocidade descendente mais fraca dada as expectativas de menores perdas na produção industrial e nas vendas do comércio e no setor de serviços. Se confirmado esse número, projetamos que o indicador do Banco Central encerre o segundo trimestre de 2016 em baixa de 4,5% frente ao mesmo período em 2015, resultado menor do que a desaceleração de 6,3% apurada no primeiro trimestre do ano. Evolução semelhante é esperada para o PIB, para o qual prevemos recuo de 3,8% no trimestre encerrado em junho, contra a redução de 5,4% nos três primeiros meses do ano.

IBC-BR MAIO 2016 GRAFICO 1IBC-BR MAIO 2016 GRAFICO 2

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