“Previa do PIB” tem alta de 1,06% em agosto, mas cai 3,92% em um ano: economia está se levantando do tombo histórico

O crescimento de 1,06% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em agosto (MoM – dessazonalizado) indica materialização da retomada econômica no terceiro trimestre deste ano e sinaliza recuperação do PIB após tombo histórico registrada nos três meses encerrados em junho. Os dados divulgados nesta quinta-feira (15 de outubro) pelo Banco Central mostram o quarto avanço consecutivo do levante pós tombo-pandêmico, assim como também permitem colher os primeiros frutos dos esforços estatais frente às ações de mitigação d os impactos da pandemia do novo coronavírus na economia, como o auxílio emergencial e o programa que permite a redução ou suspensão da jornada de trabalho e salário. Em julho, o avanço havia sido de 3,71% (dado revisado). Os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia, apesar de percebidos em fevereiro, se intensificaram em todo o mundo a partir de março.

A alta da prévia do PIB em agosto veio abaixo da média estimada pelo consenso de mercado, mas ainda sinaliza para a reversão das quedas históricas registradas nos primeiros meses de pandemia. Apesar de factual a recessão neste ano de 2020, a leitura de agosto do IBC-Bb sinaliza a velocidade esperada do levante pós-pandemia. Projetamos alta expressiva do PIB no 3T20 contra 2T10 em torno de 8%, o que não abole a estimativa de perda para o ano, mas indica que a economia está se reagindo face aos estímulos fiscais, ao corte da taxa de juros, à volatilidade no mercado de capitais, à flexibilização das restrições de contato social, aos números de infectados e óbitos.

Apesar da terceira alta consecutiva do setor de serviços, com avanço de 2,9% em agosto (MoM), segundo dados do IBGE, a disparidade dos índices em comparação ao período pré-pandemia barra uma esperança de evolução mais proeminente para a economia doméstica. Efetivamente, o setor de serviços ainda se mostra fragilizado, contribuindo como o principal obstáculo ao ritmo de recuperação, enquanto indústria e varejo estão em velocidade mais acelerada.

A despeito do cenário mais benigno para o curto prazo, com a atividade ainda abatida pelos impactos do isolamento social e término das políticas assistencialistas emergenciais do governo federal, a expectativa é de uma retração no ritmo de recuperação a partir de 2021. A REAG projeta queda de 4,5% no PIB este ano e recuperação entre 2,5% e 3,5% em 2021. Para o IBC-Br de setembro, a REAG estima alta de 1,2%, ante agosto, feitos os ajustes sazonais.

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