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Perspectiva Macroeconômico Mensal – novembro de 2016

A agenda doméstica em novembro/16 ainda tropeça, com a confiança oscilando e os indicadores na iminência de sinalizar que estamos próximos, mas ainda não chegamos ao fundo do poço. Nesse mês, os mercados estarão mais atentos aos eventos no exterior, por conta da eleição presidencial nos Estados Unidos.

 Cenário Doméstico

Em outubro, o Banco Central deu início ao ciclo de corte de juros, com redução de 0,25 ponto porcentual, baixando a Selic para 14%. Nossa expectativa é de esse movimento de descompressão da política monetária será gradual e de longo prazo. A nova gestão do Banco Central optou por adotar uma postura conservadora e precavida ao iniciar o movimento de rebaixamento da taxa básica de juros, deixando os investidores divididos quanto à magnitude do próximo corte de juros na reunião do final de novembro. A REAG aposta que o Copom decidirá por um novo corte de 0,25 ponto porcentual neste mês, trazendo a Selic anual para 13,75%.

A inflação deverá se manter sazonalmente pressionada pelos dissídios salariais e por alguns preços administrados, apesar da menor pressão dos alimentos. A atividade mostra-se ainda tímida, amedrontada pela recessão, com indícios que o PIB no terceiro trimestre do ano virá mais amargo do que o desejado. A produção industrial e o varejo não devem reagir de modo a sustentar uma retomada do crescimento ainda neste final de ano.

No âmbito do ajuste fiscal, o governo do presidente Michel Temer mostrou força ao aprovar com a PEC do teto de gastos, em dois turnos na Câmara dos Deputados. A expectativa é de que a tramitação da proposta no Senado será mais fácil, onde o governo Temer tem uma base de apoio mais consolidada. Sem entrar no mérito da validade econômica da PEC, a rápida tramitação da medida no Congresso se coloca como um marco pacificador da crise política intensificada no segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Em outras palavras, a proposta é vista com bons olhos pelos investidores, pois demonstra maior organização da base política capaz de dar andamento às medidas necessárias para a reorganização macroeconômica do país.

 Internacional

Nos Estados Unidos, a eleição presidencial é o principal destaque para os mercados no mês. A disputa entre Hillary Clinton (Democratas) e Donald Trump (Republicano), com a crucial disputa pelo controle das casas em jogo. Na verdade, a eleição presidencial é dicotômica, no sentido de que há a possibilidade de dois cenários infaustos. Com a vitória de Trump, as medidas econômicas seriam colocadas em prática à revelia do Congresso, enquanto na hipótese de uma vitória de Hillary, sua gestão seria amplamente apoiada por ambas as casas.

A China, por sua vez, tem deixado de preocupar os investidores, com a dissipação do temor de desaceleração abrupta da sua economia. Nossa leitura é de que o governo conseguiu manter o ritmo de crescimento da atividade com os estímulos anunciados recentemente.

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