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O fundo do poço ainda não chegou: Fitch retira selo de bom pagador do Brasil

O fundo do poço ainda não chegou: Fitch retira selo de bom pagador do Brasil

A agência de classificação de riscos Fitch Ratings retirou nesta quarta-feira (16 de dezembro) o selo de bom pagador do Brasil. Agora, o país é considerado grau especulativo por duas agências —além da Fitch, em setembro a Standard & Poor’s já tinha retirado o grau de investimento do país. O rebaixamento ocorre uma semana depois de a agência Moody’s colocar a nota do país em revisão para rebaixamento.

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A Fitch cortou a nota do país de BBB- para BB+, com perspectiva negativa, o que sugere novos cortes no futuro. O segundo corte na nota para o nível especulativo significa retirada de recursos investidos no Brasil, já que parte dos grandes fundos de investimento exige o selo de pelo menos duas agências para manter suas aplicações. Além disso, quanto mais baixa a nota de um país, mais altos são os juros exigidos pelos credores para conceder crédito. Como consequência do aumento dos juros e da saída de investidores, a recessão se agrava, a dívida tende a subir e o dólar fica ainda mais caro, pressionando a inflação. Em outras palavras, ainda não chegamos ao fundo do poço, lembrando que a provável decisão do Fed de elevar hoje os juros também ajudará a espantar os investidores do Brasil.

Segundo a Fitch, o corte reflete a perspectiva de um aprofundamento da recessão acima do esperado, o contínuo desenvolvimento adverso do cenário fiscal e o crescimento das incertezas políticas. De acordo com o relatório, a perspectiva negativa reforça as incertezas e as chances de piora para os novos acontecimentos na economia, política e na área fiscal. Para a Fitch, o início do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff está aumentando as incertezas para um ambiente político já difícil e levando para um contínuo impasse política.

Em resposta ao corte, o Ministério da Fazenda divulgou comunicado ressaltando a “confiança na capacidade da economia brasileira de retomar um ciclo de crescimento.

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