Hora do Mercado: Ativos locais pioram com repercussão de Pacheco sobre pedido de impeachment

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Hora do Mercado: Ativos locais pioram com repercussão de Pacheco sobre pedido de impeachment

Hora do Mercado: Ativos locais pioram com repercussão de Pacheco sobre pedido de impeachment

Por: Denise Abarca

Fonte: Broadcast+

São Paulo, 01/07/2021

 

Os ativos domésticos tiveram nova rodada de piora há pouco, com mínimas da bolsa e máximas do dólar ante o real, enquanto os juros futuros também ampliaram o avanço com máximas ao longo de toda a curva. A piora é atribuída ao aumento das preocupações com o cenário político, após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ter dito que o “superpedido” de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), apresentado à Câmara dos Deputados, “não pode ser banalizado”.

À Rádio CBN, Pacheco avaliou que o governo Bolsonaro passa por um “momento de dificuldade”, mas que elas não advêm apenas das recentes acusações contra o presidente na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid de suposta fraude nos contratos de compra da vacina Covaxin.

O dólar voltou a romper R$ 5 com a fala de Pacheco, enquanto o Ibovespa tem renovado sucessivas mínimas abaixo dos 126 mil pontos. As ações da Petrobrás contrariam os ganhos em torno de 2% nos preços do petróleo e recuam. Os juros futuros, em meio ao leilão de títulos prefixados e de LFT, renovavam máximas há pouco com a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 em 8,28%, de 8,075% ontem no ajuste.

Há pouco, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o saldo positivo de 280.666 carteiras assinadas em maio é uma “excelente notícia”. “Está confirmada recuperação brasileira abrangente. O ritmo está bastante rápido”, afirmou. Ele voltou a defender a taxação da distribuição do lucro e dividendos com uma alíquota de 20%, conforme proposta enviada ao Congresso na semana passada. Por outro lado, sinalizou uma redução maior da tributação das empresas.

Para a economista-chefe da REAG Investimentos, Simone Pasianotto, a reedição do programa que permite a redução de jornada e salário pode explicar a criação de vagas acima do esperado em maio. “O BEm [Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda] voltou a vigorar no fim de abril e foram firmados mais de 2 milhões de acordos de redução, eu considero bastante correlato”, explicou.

 

Contato: denise.abarca@estadao.com

Broadcast+

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