Financiamento imobiliário está 20% mais caro após aumento dos juros; confira simulações

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Financiamento imobiliário está 20% mais caro após aumento dos juros; confira simulações

O GLOBO

Por Pollyanna Brêtas

23/08/2021

Financiamento imobiliário está 20% mais caro após aumento dos juros; confira simulações

Após o aumento da Selic, que subiu de 4,25% para 5,25% ao ano, os bancos fizeram ajustes e elevaram os percentuais cobrados no crédito imobiliário

Após o aumento da taxa básica de juros da economia — a Selic, que subiu de 4,25% para 5,25% ao ano —, os bancos fizeram ajustes e elevaram os percentuais cobrados no financiamento imobiliário.

O movimento atingiu principalmente os juros dos novos contratos prefixados, mas na linha pós-fixada corrigida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) há expectativa de que, em breve, também haja alta para contratos antigos.

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Hoje, essa modalidade só é oferecida pela Caixa Econômica Federal. Já na linha pós-fixada com correção atrelada ao rendimento da poupança, dois bancos (Bradesco e Itaú) fizeram ajustes inversos e reduziram suas cobranças.

Segundo cálculos de Andrew Frank Storfer, diretor Associação Brasileira dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e diretor-presidente da America Energia, o aumento dos juros nas linhas prefixadas encarece os futuros contratos.

De acordo com a simulação, para um imóvel de R$ 400 mil, com R$ 80 mil de entrada e financiamento de R$ 320 mil em 30 anos, o custo do crédito subiria 20%. O mutuário pagaria R$ 45.049,98 a mais, com a taxa de juros um ponto percentual maior. Confira abaixo.

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Simone Pasionotto, economista chefe da Reag Investimentos, avalia que os juros devem continuar numa trajetória de alta nos próximos meses. Ela lembra que a taxa básica de juros pode terminar o ano entre 7% e 8%, já que o Banco Central (BC) tem demonstrado preocupação com o aumento da inflação. A alta na Selic encarece o crédito oferecido aos consumidores em geral e o financiamento imobiliário.

Embora as linhas pós-fixadas estejam apresentando juros menores em relação ao modelo prefixado, Pasionotto sugere cautela ao optar por essa modalidade num financiamento de longo prazo:

— Com o pós-fixado, tem que se tomar muito cuidado. O tomador do crédito observa só a prestação, se cabe ou não no bolso, mas tem que ficar atento porque o modelo de IPCA, especificamente, é muito volátil. Não é possível prever em quanto vai ficar a inflação. Na correção pela poupança, também há correções e pode haver dor de cabeça no futuro.

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