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Depois da eleição, investidor estrangeiro marca ‘posição tática’ na B3

O Globo

Inteligência Financeira

28/11/2022

 

A economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto, observa que a Bolsa brasileira está se tornando uma opção para os estrangeiros por uma razão sui generis:

“Não há alternativa”, define, brincando com a versão em inglês dessa frase para descrever as poucas opções diante do investidor estrangeiro disposto a tomar algum risco no mundo em busca de ganhos mais altos.

A explicação para isso é simples, pondera a economista: a economia da China está desacelerando, a Turquia tem problemas monetários, e a Rússia sofre boicotes ocidentais por conta da guerra na Ucrânia.

Nas economias desenvolvidas, a Europa tem o Banco Central Europeu começando a elevar os juros, mesmo movimento visto nos EUA, o que desfavorece o mercado de capitais.

“O Brasil começou antes seu ciclo monetário (alta de juros para combater a inflação), e o Banco Central brasileiro já parou de elevar a Selic (taxa básica de juros). Os outros países emergentes têm problemas maiores para derrubar a inflação, e, por isso a Bolsa brasileira tornou-se destino do capital estrangeiro, destacando-se como uma das poucas alternativas estáveis aos investidores globais”, diz Simone.

Ela explica que a composição do Ibovespa — principal índice da B3 — é outro atrativo ao capital estrangeiro, particularmente por concentrar ações de empresas de commodities, setor mais resiliente às turbulências da economia e cujos produtos estão com as cotações em alta.

 

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