Instabilidades e incertezas no ambiente econômico internacional são os principais focos de risco para o crescimento do Brasil em 2019: novas alta dos juros nos Estados Unidos, duelo comercial entre Estados Unidos e China e arrefecimento do crescimento mundial. Além da cronicidade da questão fiscal doméstica, a nebulosidade que paira sobre o cenário externo, a qual foge totalmente à boa vontade alheia do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e de sua equipe econômica, certamente tumultuará a retomada da atividade econômica brasileira no ano que vem.

 

Assim sendo, um ponto de atenção à retomada do crescimento em 2019 é que a simples mudança no comando do Planalto e uma orientação mais liberal na política econômica não serão suficientes para garantir o aquecimento da atividade econômica, que vem se arrastando desde 2014. Apesar de a REAG apostar que a economia estará mais energizada a partir de primeiro de janeiro, com a aceleração da retomada cíclica e melhora de confiança dos empresários e consumidores, esses fatores podem surpreender negativamente frente as instabilidades do ambiente externo, à despeito das dúvidas que pairam sobre a reforma da Previdência.

 

Domesticamente, a questão fiscal e o ajuste das contas públicas também têm o potencial de inibir a atividade. Mas, no geral, o cenário interno é de um início de governo benigno, com a inflação sob controle, os juros em queda e a confiança de volta. Também conta como elemento positivo a previsão de recorde histórico da safra agrícola do próximo ano, com possibilidade de atingir 238,4 milhões de toneladas de grãos, de acordo com projeções do governo federal.

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