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IPCA recua em março e Selic pode começar trajetória de queda no final do 1º semestre

O IPCA de março registrou alta de 0,43%, resultado significativamente inferior a essa mesma leitura em fevereiro (+0,90%) e 100% em linha com o resultado projetado pela REAG. Na opinião da REAG, a desaceleração da inflação, medida pelo IPCA, pode resultar em queda dos juros ainda em 2016 frente à demanda reprimida por conta da recessão, à recente valorização cambial e ao fim do ciclo de reajuste nos preços administrados. O resultado do índice oficial de inflação para o mês de março foi divulgado nesta manhã pelo IBGE.

ipca março 2016

Fonte: Valor Econômico

Prevemos que a taxa Selic inicie uma trajetória descendente já no final deste primeiro semestre do ano, podendo fechar 2016 em 13% a.a.. Apesar do arrefecimento dos preços em março, a REAG prevê que a inflação convergirá para o centro da meta apenas em 2017, coincidindo com o fim do ciclo recessivo da economia brasileira. A inflação medida pelo IPCA registrou em março o mais baixo resultado para o mês desde 2012 (+0,21%). No acumulado em 12 meses o IPCA voltou ao patamar abaixo dos 10%, para 9,39%, após ficar quatro meses oscilando em dois dígitos, o mais baixo resultado desde junho de 2015, quando estava em 8,89%.

Os principais preços que promoveram a desaceleração do IPCA em março vieram dos grupos de Habitação, em função da queda nos preços das tarifas de energia elétrica, água e esgoto e pela moderada alta do aluguel residencial em função da maior vacância, e de Comunicação, devido à queda nos preços dos serviços de telefonia, ambos com deflação. Além disso, um dos principais fatores para a desaceleração no índice foi a descompressão sazonal do grupo de Educação, cujos reajustes são concentrados em fevereiro.

Para abril, esperamos que alguns produtos in natura poderão entrar em deflação em abril, com destaque para tomate. Por outro lado, projetamos pressões de alta por conta do reajuste sazonal dos remédios e vacinas. Há ainda a expectativa de ligeira deflação na passagem aérea e menor pressão inflacionário da energia elétrica. Nesse cenário, a REAG projeta que o IPCA de abril registre alta de 0,42%, mantendo praticamente estável o nível de preços relativamente a março.

Para 2016, a REAG estima que o IPCA feche com alta de 7%, frente à revisão da nossa projeção de câmbio, mais apreciado, e do impacto da paralisia na atividade econômica que mitigará reajustes de preços e salários abaixo da inflação.

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