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IPCA de setembro vem fraco, com alta de apenas 0,08%, a menor taxa desde julho de 2014

A inflação medida pelo IPCA surpreendeu, fechando setembro com alta de apenas 0,08%, ante uma variação de 0,44% em agosto, informou hoje o IBGE. O resultado ficou abaixo do piso do intervalo das estimativas de mercado, que variava de 0,10% a 0,25%, com média de 0,20%. A taxa é a menor desde julho de 2014 e também é o mais baixo resultado para o mês desde 1998. O grande responsável dessa descompressão foi o grupo Alimentação e Bebidas, cuja variação nos preços passou de +0,30% em agosto para uma queda de -0,29% em setembro, (feijão, batata-inglesa, leites e derivados, etc.).
A tendência de desaceleração nos preços de alimentos e bebidas ao consumidor final tem sido observada desde o final de julho, com intensificação desse comportamento ao longo do mês de agosto, o que resultou em deflação em setembro. Essa retração nos preços dos alimentos do varejo decorre, em grande parte, na queda dos preços ao produtor de algumas culturas agropecuárias, conforme observado no IGP-DI também divulgado hoje.
A taxa acumulada no ano foi de 5,51%, enquanto em 12 meses, o resultado ficou em 8,48%, ainda acima do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%. Nossa estimativa para o IPCA em 2016 foi revisada de +7,2% para +7,0%, muito em função desse resultado de setembro, assim como pela relevante sinalização baixista que vem sendo observada do lado dos preços no atacado. Já para 2017, mantivemos a projeção de alta de +4,9%. Também mantemos nossa expectativa de que, por conta da menor pressão inflacionária, o Banco Central inicie em outubro o ciclo de cortes na taxa Selic.
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