IBC-Br recua 0,13% no 2º trimestre e sinaliza risco de recessão técnica

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IBC-Br recua 0,13% no 2º trimestre e sinaliza risco de recessão técnica

O IBC-Br, considerado uma “prévia” do PIB, apresentou recuo de 0,13% entre abril e junho deste ano na comparação com o primeiro trimestre de 2019 (com ajuste sazonal), informou hoje o Banco Central. Considerando que o PIB registrou queda de 0,2% nos três primeiros meses deste ano, contra o último trimestre do ano passado, número preconizado pelo IBC-Br também negativo de 0,5% na mesma comparação, acender-se a luz amarela para a possibilidade de a economia brasileira ter entrado em uma “recessão técnica” neste primeiro semestre do ano. Lembrando que tecnicamente atribui-se que a economia esteja em recessão quando mensurado dois trimestres seguidos de desaceleração do PIB. Quando a comparação é feita com o resultado do segundo trimestre de 2018, porém, o IBC-Br indica alta de 0,85% (sem ajuste sazonal).

 

O fraco resultado do segundo trimestre deste ano já era esperado pelo mercado. Isso porque os componentes do PIB já haviam indicado atividade em baixa no período. O setor de serviços, por exemplo, registrou queda de 0,6% no segundo trimestre, enquanto a produção industrial teve queda de 0,7% e as vendas do comércio caíram 0,3%. Em 12 meses até junho deste ano, também sem ajuste sazonal, os números do BC indicam uma expansão de 1,08%.

Segundo explicações do próprio IBGE, na recessão técnica é considerada a possibilidade de recuperação no curto prazo, a qual difere da recessão factual, quando adicionalmente ao recuo da taxa de crescimento do PIB há concomitantemente alta do desemprego e elevação dos índices de falência, queda da produção e do consumo.

Atividade fraca e inflação baixa apontam para pelo menos mais um novo corte de 50 pontos na taxa SELIC, levando a taxa básica de juros a pelo menos 5,5% até o final do ano. A despeito do resultado do IBC-Br, a REAG mantém sua projeção de crescimento de 0,94% do PIB em 2019.

Category: Comentário Econômico
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