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Governo Central tem déficit primário de R$ 19, 8 bi em junho, pior resultado para o mês

As contas públicas registraram novo rombo em junho. O governo central (composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou um déficit primário de R$ 19, 8 bilhões em junho, o pior desempenho para o mês em toda a série histórica, que tem início em 1997. O resultado sucede o déficit de R$ 29,371 bilhões de maio. No acumulado do ano, o resultado negativo chega a R$ 56,1 bilhões, que também é recorde para o período. Entre janeiro e junho, o total das despesas primárias foi de R$ 604,3 bilhões, o que representa um crescimento real de 0,5% sobre 2016. Já a receita líquida total foi de R$ 548,2 bilhões, com uma queda real de 2,7%.

De acordo com relatório do Tesouro Federal, em 12 meses, o déficit primário do governo central atingiu R$ 182,8 bilhões, ou 2,83% do PIB. O número está bem acima da meta fiscal fixada para o ano, de R$ 139 bilhões. Assim como no mês passado, pesaram em junho despesas com o pagamento antecipado de precatórios, geralmente feitos no fim do ano. No acumulado dos dois meses, o valor pago foi de R$ 20,3 bilhões, sendo R$ 18,1 bilhões antecipados (R$ 10 bilhões em maio e R$ 8,1 bilhões em junho). O governo decidiu efetuar o pagamento agora para reduzir o valor gasto com correção monetária até o fim do ano. A economia é estimada de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões. A REAG projeta que o governo central encerrará o ano com um rombo de R$ 170 bilhões.

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