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Em maio, desempenho da indústria novamente surpreende positivamente, mas perspectiva é fechar o ano com recuperação acanhada

A produção industrial brasileira registrou alta de 0,8% em maio na comparação com abril e elevação de 4,0% contra maio do ano passado, segundo divulgou nesta terça-feira o IBGE. A variação frente ao mês anterior é o melhor resultado para o mês de maio desde 2011 e também a segunda taxa positiva consecutiva, acumulando no período crescimento de 1,9%, revertendo a perda de 1,6% registrada em março. Na comparação com maio do ano passado, o valor apurado representa o maior avanço desde fevereiro de 2014 (+4,8%), vindo de uma variação interanual de -4,2% em abril (revisto de -4,5%).

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Apesar dos animadores resultados dos últimos dois meses, nossa expectativa para 2017 se mantém em uma recuperação modesta e acanhada. O surgimento de um novo capítulo da crise política em meados de maio, que atingiu diretamente o presidente Michel Temer, reforça essa perspectiva ao afetar a governabilidade e colocar em risco a aprovação das reformas estruturais e o ajuste fiscal, impactando a confiança de consumidores e empresários, limitando o consumo e investimentos. Dessa forma, não descartamos que a produção industrial tenha engrenado rumo à recuperação ao final do ano, mas ela ainda se mostra frágil, tímica e inconstante. Nossa projeção prevê um espectro ainda amplo que varia de uma alta entre 1% e 2,4% para o fechamento de 2017.
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