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Economia 2017: o pulso ainda pulsa

Finalmente, após quase dois anos acompanhando a divulgação de indicadores econômicos amargando perda atrás de perda, os primeiros suspiros da moribunda economia brasileira começam a ser ouvidos. Os sinais vitais começam a ecoar nas últimas leituras dos índices de inflação e no corte mais vigoroso da taxa básica de juros, sussurros que vêm embalados pela perspectiva de uma safra de grãos 15% maior. Apesar de constatado que o paciente respira, a perspectiva de que continuará na UTI durante todo o ano de 2017 ainda é um diagnóstico plausível.

Mesmo com a certeza de que 2017 será melhor do que o ano que passou, a retomada será morosa e se arrastará por conta da crise política, da deterioração no mercado de trabalho e do setor de crédito mais restrito e seletivo. Sem contar que mesmo com o ciclo de afrouxamento monetário mais agressivo, o Brasil tem uma das taxas de juros mais elevadas no mundo (22ª posição no ranking de 169 países) e sem falar na crise moral gerada pela Lava-Jato e na crise fiscal na União e nos Estados. Assim, uma visão macro das perspectivas econômicas para 2017 permitem afirmar que o alento deixado pelos últimos indicadores econômicos não é algo desprezível, após dois anos de profunda e árdua recessão.

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Fonte: Trading Economics

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