Desemprego recua para 11,8% em julho, mas recuperação ainda é frágil com criação de novas vagas na informalidade

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O desemprego no Brasil recuou ao menor patamar em julho, impulsionado pelo aumento no número de trabalhadores por conta própria e sem carteira assinada, provando a fragilidade da recuperação no mercado de trabalho. A taxa de desocupação caiu para 11,8% no trimestre finalizado em julho deste ano, segundo dados da Pnad (IBGE), resultado inferior aos 12% registrados no trimestre encerrado em junho deste ano e aos 12,3% de um ano antes, em julho de 2018. O aumento anual de 2,4% no emprego total foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento de vagas no setor informal.

Os trabalhadores sem carteira assinada chegaram a 11,7 milhões em julho, número recorde na série histórica. A alta chegou a 3,9% em relação a abril (mais 441 mil pessoas) e a 5,6% em relação a julho de 2018 (mais 619 mil pessoas). O trabalho autônomo, frequentemente precário e mal remunerado, também cresceu. Esses trabalhadores somaram 24,2 milhões e atingiram outro contingente recorde, subindo nas duas comparações: 1,4% (mais 343 mil pessoas) ante abril e 5,2% (mais 1,2 milhão de pessoas) ante julho de 2018. Além disso, a fragilidade da recuperação do mercado de trabalho pós desmonte recessivo é reiterada frente ao porcentual recorde de pessoas desalentadas (que desistiram de buscar emprego): 4,4% da força de trabalho.

A população desocupada ficou em 12,6 milhões de pessoas no trimestre finalizado em julho, 4,6% abaixo do trimestre encerrado em abril (menos 609 mil pessoas). Em relação ao mesmo período do ano anterior, também houve melhora: menos 258 mil desempregados ante julho de 2018, o equivalente a um recuo de 2%. Já a população ocupada ficou em 93,6 milhões de pessoas e chegou ao maior número da série histórica, iniciada em 2012. Esse contingente é 1,3% maior (mais 1.219 mil pessoas) do que em relação ao trimestre encerrado em abril e 2,4% superior (mais 2.218 mil pessoas) do que o trimestre encerrado em julho do ano passado. A criação de empregos assalariados formais desacelerou para uma baixa de 0,7% na comparação anual (de 1,4% na comparação anual em junho).

A população subutilizada (ou seja, que está desempregada, que trabalha menos do que poderia, que não procurou emprego mas estava disponível para trabalhar ou que procurou emprego mas não estava disponível para a vaga) ficou em 28,1 milhões de pessoas em julho, estável em relação ao trimestre anterior e 2,6% superior a julho do ano passado. A taxa de subutilização da força de trabalho chegou a 24,6%, inferior aos 24,9% de abril e aos 24,4% de julho de 2018.

Estimamos que a taxa média de desemprego fique em 11,8% este ano, recuando para 11,7% em 2020.

 

Category: Comentário Econômico

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