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Desemprego recorde em janeiro deve-se ao aumento da força de trabalho

A taxa de desocupação no país alcançou 12,6% no trimestre encerrado em janeiro e o número de desempregados ficou em 12,9 milhões, informou hoje o IBGE. Esse resultado é o mais elevado para a série histórica, iniciada em 2012. Em janeiro do ano passado, a taxa havia ficado em 9,5%, enquanto no trimestre anterior, encerrado em outubro de 2016, 11,8% da força de trabalho estava sem emprego. Observa-se, contudo, que na comparação com o trimestre anterior a taxa de desemprego subiu não porque houve demissões, uma vez que a população ocupada ficou praticamente estável, mas sim porque mais pessoas foram procurar emprego nesse período, talvez estimuladas pelas festas de fim de ano e pelo movimento pré-carnaval. Ou seja, observam-se trabalhadores desalentados retornando ao mercado de trabalho, em busca de emprego.

Nossa expectativa é de que o mercado de trabalho ainda se mantenha deteriorado ao longo deste ano e do próximo, reflexo de um ajuste lento e gradual do emprego frente a um período de longa recessão. A partir de fins de 2018, o realinhamento das expectativas para um cenário mais firme de retomada deve trazer o nível da taxa de desemprego de volta para seu patamar de equilíbrio. Apesar da melhora marginal da ocupação, o desempenho negativo da economia observado nas últimas leituras dos indicadores de atividade deve pesar negativamente, o que nos leva a projetar um avanço da taxa média anual de desocupação de 11,5% em 2016 para 13,1% em 2017, caindo para 12,5% no ano seguinte.

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