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Desemprego fica em 13,7% no 1º trimestre de 2017 e atinge 14,2 milhões

Em meio à dificuldade de a economia dar sinais consistentes de recuperação, após dois anos seguidos de recessão, o Brasil registrou novo patamar recorde de 14,2 milhões de pessoas desempregadas no trimestre encerrado em março de 2017, segundo dados da Pnad Contínua do IBGE divulgadas hoje. Como consequência, a taxa de desemprego passou de 10,9% no trimestre até março de 2016 para 13,7% no trimestre até março de 2017 – também a mais alta já registrada na série histórica da pesquisa. São 3 milhões de desempregados a mais em relação a um ano atrás, o equivalente a um aumento de 27,8%. Ao mesmo tempo, o total de ocupados caiu 1,9% no período de um ano, o equivalente ao fechamento de 1,7 milhão de postos de trabalho. Com 89 milhões de pessoas, a população ocupada atingiu o menor patamar desde o trimestre encerrado em abril de 2012.

A PNAD contínua de março mostrou uma deterioração adicional da ocupação e corrobora a surpresa negativa com o desempenho do emprego formal em março. O Caged mostrou redução líquida de 63,6 mil postos com carteira assinada, quando a expectativa era de saldo positivo. Em fevereiro, depois de 22 meses seguidos, o país voltou a gerar vagas, 35,6 mil – saldo ainda insuficiente para evitar nova diminuição no estoque de emprego formal no primeiro trimestre de 2017, de 64,4 mil. A queda da ocupação na Pnad Contínua só não tem sido maior porque ainda há algumas oportunidades no mercado informal e no trabalho por conta própria, que compensam as restrições ainda fortes do segmento formal.

Esperamos que o quadro do mercado de trabalho ainda se deteriore ao longo deste ano e do próximo, reflexo de um ajuste lento e gradual do emprego à recuperação também lenta e gradual da economia. Apesar da melhora das perspectivas em relação à atividade econômica, o impacto efetivo sobre o mercado de trabalho demora a ser absorvido, o que nos leva a projetar um avanço da taxa média anual de desocupação de 12,5% em 2016 para 13,1% em 2017, devendo voltar ao patamar de 2016 somente no ano que vem.

GRAFICO DESEMPREGO

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