Com recorde na informalidade, o desemprego continua cedendo. A taxa no trimestre encerrado em agosto caiu para 11,8%, contra 12,3% no trimestre encerrado maio, mas 12,6 milhões de pessoas ainda buscavam uma vaga. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua, do IBGE. Nos três meses encerrados em maio, que servem como base de comparação, 12,9 milhões de pessoas estavam sem emprego, e a taxa estava em 12,3%. O mercado projetava um desemprego de 11,6% em agosto.

Os dados mostraram uma precarização do trabalho, com um recorde de 11,8 milhões de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, um aumento de 3,9% de pessoas em relação ao trimestre anterior. Também houve recorde de brasileiros tralhando por conta própria: 24,3 milhões.

A Pnad analisa tanto o mercado formal quanto o informal. Essa melhora nos números vem ao encontro dos dados do Caged, divulgados esta semana pela Secretaria do Trabalho, que considera apenas vagas formais: o saldo de empregos com carteira assinada no mês foi de 121.387, o melhor resultado para o mês desde 2013. No acumulado do ano o saldo é de 593.467 postos formais, uma alta de 1,55% em relação ao mesmo período de 2018.

A previsão é que os próximos meses tragam alguma evolução com a contratação de temporários para o fim do ano. O consumo também pode ser impulsionado com a liberação, a partir de hoje, dos saques de até R$ 500 reais do FGTS. Neste lote, recebem trabalhadores nascidos em maio, junho, julho e agosto.

Segundo a Caixa, 12,3 milhões de pessoas devem receber 5,1 bilhões de reais. O próximo lote de liberação, para quem faz aniversário entre setembro e dezembro, é em 9 de outubro. A liberação é parte de um tímido programa do governo de impulsionar a economia em 2019, após sucessivas revisões para baixo nas projeções de crescimento.

Sazonalmente, a expectativa é de melhora no nível de empregabilidade até o final do ano, com demissões dos temporários no primeiro trimestre do ano que vem. Apesar disso, a tendência de médio prazo é de uma estruturação lenta e gradual do mercado de trabalho nos próximos anos. Para 2019, esperamos que a taxa média de desemprego fique em 11,8%, recuando para 11,7% no ano seguinte.

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