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Copom passa o facão na Selic e flexibilização deve levar juros para 9,7% até o final de 2017

O Copom anunciou ontem o terceiro corte seguido na taxa básica de juros da economia brasileira, de 13,75% para 13% ao ano. A redução, de 0,75 ponto percentual, é a maior em quase cinco anos. A última vez, em abril de 2012, foi por motivos políticos que a Selic teve queda semelhante, quando passou de 9,75% para 9% ao ano. Desta vez, entretanto, o motivo foi outro: a queda da inflação e o baixo desempenho da economia. A decisão, novamente unânime e sem viés, mostra que o Banco Central decidiu acelerar o ritmo de redução da taxa de juros em intensidade maior do que antevíamos – nossa expectativa era de corte de 50 pontos-base- em meio às previsões de que a retomada do crescimento da economia brasileira pode demorar mais para acontecer e aos sinais de desaceleração da inflação.

Apesar de a intensidade no corte da Selic ter vindo mais forte do que apostamos, essa possibilidade estava em nosso radar e não nos pegou de surpresa. Nos últimos artigos, alertávamos que havia chance considerável de uma redução de juros mais significativa do que os 50 pontos-base que constavam em nosso cenário-base. O trecho do comunicado em que o Banco Central afirma ter estabelecido “um novo ritmo de flexibilização” sugere que cortes da mesma intensidade representam o cenário mais provável para as próximas reuniões do Copom. Prevemos que, nos próximos meses, o Copom continuará a reduzir a Selic, que deverá ficar abaixo de 10% ao ano no final de 2017. Nossa curva projetada para a Selic prevê redução do juro básico para 9,75% até dezembro de 2017, com a probabilidade crescente de que chegue ao final do ano em patamar ainda mais baixo.

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