Não obstante da decisão unânime de manter a Selic em 6,5% ao ano ontem, atendendo amplamente às expectativas do mercado, a leitura da REAG identifica nas entrelinhas do comunicado do Copom que o Banco Central cogita a possibilidade de colocar o “gato em cima do telhado”. Em outras palavras, o comunicado da decisão indica a probabilidade de existir uma discreta janela para o colegiado passar a considerar um corte de juros diante da patinada da economia e da atividade neste ano.

Mesmo o Copom ter indicado que o balanço de riscos para a inflação segue simétrico, o Copom parece estar mais inclinado ao corte de juros, dado o destaque aos riscos associados à ociosidade dos fatores de produção, que pioraram na margem. Apesar dessa janela de desconfiança, para a REAG, a tendência da autoridade monetária é pela manutenção da Selic estável até, pelo menos, a próxima reunião. A falta de tração no motor da economia tem decepcionado, fazendo com que o balanço de riscos posicione para um patamar marginalmente mais propício ao corte.

As intempéries que tem obstruído o deslanchar da atividade advém das incertezas, que afetam a confiança e têm pesado sobre o câmbio. O cenário de incertezas, refletido no balanço de riscos simétrico, também traz pouca visibilidade para a trajetória da Selic no fim do ano. Ninguém aposta em subida da taxa básica, mas as projeções se dividem entre aqueles que veem os juros estáveis e quem defenda uma queda. A REAG ainda mantém seu cenário conservador pela manutenção da Selic em 6,5% até o final deste ano. Contudo, os indicativos do Copom apontam para um afastamento da tese de que a Selic pode cair no curto prazo.

SELIC

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