Compartilhe este post

Caged de maio/2021 Resiliência da atividade, flexibilização das medidas restritivas e reedição do BEm sustentam criação de 280 mil vagas no mercado formal

Após dados minguados nas leituras dos meses de março e abril, a geração de postos de trabalho formais no Brasil volta a recuperar relativa força no mês de maio, mediante a resiliência da atividade em setores sensíveis, como serviços e varejo, frente às restrições da mobilidade social para conter o avanço da pandemia. O mercado de trabalho brasileiro registrou resultado positivo de 280.666 vagas de emprego com carteira assinada no mês de maio, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia. O resultado é fruto de 1.548.715 admissões (alta de 11,5% sobre abril) e de 1.268.049 desligamentos (queda de 0,6%, sinalizando estabilidade), o que resulta em 1,233 milhão de postos no acumulado dos cinco primeiros meses do ano. Em março foram praticamente 177 mil novas vagas e, no mês subsequente, em abril, mais cerca de 117 mil posições. O resultado do mês de maio veio bastante acima das expectativas do consenso de mercado, cujas medianas variavam entre 150 e 160 mil novos postos.

Entre os vetores que justificam esse bom desempenho, avultamos os impactos positivos da economia global, menor choque das medidas de isolamento social combinante à menor adesão da população, o processo de normalização do estoque de emprego em setores como a indústria e os efeitos do programa de manutenção do emprego e renda (BEm). Maio é o primeiro mês sob efeitos da reedição do BEm, que permite a suspensão de contratos de trabalho e redução de jornada e salários, com um período subsequente de estabilidade no emprego, o que também contribuiu para o número acima das expectativas do mercado. A iniciativa voltou a vigorar em 27 de abril e, desde então, foram firmados 2.664.161 acordos de redução de jornada ou suspensão de contrato de trabalho em todo o país até o dia 26 de junho. Essa medida afetou 2.338.284 trabalhadores, de acordo com dados do governo e no entendimento da REAG é o grande protagonista do resultado benigno do Caged em maio.

De acordo com os dados do Caged, mais uma vez todos os setores da economia tiveram avanços na geração de emprego, com impulso mais robusto advindo dos setores mais sensíveis ao vai e vem de apertos e afrouxamentos de medidas restritivas de distanciamento social, como serviços e varejo. Serviços foi responsável por quase metade das vagas geradas em maio, tendo saldo de 110.956 postos. Na sequência veio o comércio, com 60.480 vagas criadas. A indústria e a agricultura também apresentaram desempenhos benignos. O saldo de empregos industriais foi de 44.146, enquanto as atividades agrícolas adicionaram 42.256 postos formais e a construção mais 22.611 postos de trabalho. Além disso, no mês de maio, todos os estados brasileiros apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais. São Paulo foi o estado que mais gerou vagas, com 104.707 postos. Na sequência, aparecem Minas Gerais (32.009 postos) e Rio de Janeiro (17.610 vagas).

Em linhas gerais, o resultado do Caged de maio reitera o cenário de recuperação da atividade econômica, que vem ganhando mais tração neste segundo trimestre do ano muito por conta da resiliente adaptação dos agentes econômicos às medidas restritivas de mobilidade social em combate à crise sanitária, combinado com maior flexibilização da abertura das atividades comerciais intensivas em capital humano, para além das essenciais. Os resultados do Caged avigoram a fase de recuperação do mercado de trabalho formal ou formalizado em consonância com o bom desempenho da atividade econômica.

 

Compartilhe este post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir

8 − 8 =

Menu