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Brasil à beira da depressão econômica

Brasil à beira da depressão econômica

A recessão se aprofunda num mar de lama causado por desastres político-econômicos. Analogias à parte do acidente ambiental em Mariana (MG), 2015 começou com o país à beira da recessão econômica e fecha o ano à beira da depressão.

O resultado do PIB no 3T/15 divulgado ontem pelo IBGE surpreendeu a todos negativamente: queda de 4,5% ante o mesmo período do ano passado, seu pior desempenho em quase 20 anos. Essa queda foi a maior nesse tipo de comparação desde o 1T/ 1996 (início da série histórica), sendo fortemente influenciada pelo recuo histórico nos investimentos (-15,0%) e das importações (-20%). É a recessão mais longa desde o início do Real.

Frente a esse resultado, a REAG revisou suas projeções para o PIB: queda de 3,7% para este ano e estimativa de nova queda de 3% em 2016. Atribuímos, em linhas gerais, à instabilidade fiscal e à crise política a deterioração mais rápida que a prevista.

Ventos contrários vindos de todos os lados parecem empurrar o Brasil do abismo da recessão à lama da depressão: crise política, rombo nas contas públicas, inflação em alta, restrição no crédito, desemprego, queda da renda real, aumento da carga tributária, corrupção, endividamento das famílias, queda da produção industrial, depreciação do câmbio, menor demanda internacional por commodities e queda histórica da confiança do consumidor (menos consumo) e do empresário (menos investimento).

Nesse cenário sombrio e nebuloso, será preciso um binóculo muito potente para conseguir enxergar perspectivas de recuperação da economia brasileira no curto prazo.

 

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