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Ata do Copom: Selic pode ser cortada #SQN

Apesar de a ata do Copom, divulgada na manhã desta terça-feira, sinalizar bons motivos para se cortar a taxa básica de juros, o documento indica que a autoridade monetária não mexerá na Selic por enquanto. De acordo com o texto, seriam basicamente esses os fatores que sustentariam um possível corte nos juros:

  1. Ancoragem das expectativas inflacionárias;
  2. Ociosidade no mercado de fatores, com destaque para o mercado de trabalho, e
  3. Juros no exterior baixos;

Na semana passada, o Banco Central optou perla manutenção da taxa de juros no seu piso histórico de 6,5% ao ano e indicou que, diante da retomada econômica aquém das expectativas, o balanço de riscos para a inflação ficou simétrico, com pesos iguais tanto para cima quanto para baixo. A decisão, a primeira com Roberto Campos Neto no comando da autoridade monetária, tirou o impedimento explícito que o Banco Central vinha apontando para possivelmente diminuir os juros à frente.
O modelo simplificado da regra de Taylor indica como factível colocar a Selic em patamar abaixo do atual piso histórico. De acordo com o modelo, que admite a taxa de juros real dos últimos 60 meses em torno de 3,4% ao ano e a taxa de desemprego neutra (NAIRU) de 8% da PEA, estima-se que a Selic anual deveria estar muito próxima de 4%. Contudo, ponderando a teoria à realidade, com vetores não observáveis como as expectativas dos agentes, é razoável afirmar que a nova direção do Banco Central manterá a taxa básica de juros nos atuais 6,5% até o final deste ano.
Calcado no lema de manutenção da estratégia “dovish” da diretoria anterior, de cautela e perseverança, muito provavelmente essa será a condução da política monetária da gestão de Campos Neto. Neste sentido mantemos nossas projeções da Selic para o final de 2019 em 6,5% e para dezembro de 2020 em 8,25%. Acreditamos que a autoridade monetária não arriscará cortar os juros sem a garantia que a reforma da Previdência está avançando de forma sustentável no Congresso.
selic

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