A ata da última reunião do Copom reiterou a mensagem transmitida no comunicado da reunião da semana passada, quando a Selic foi mantida em 6,50% a.a.. O Comitê admitiu o desempenho aquém do esperado para a atividade econômica, com interrupção do processo de retomada do crescimento, e destacou a relevância reformas estruturais para uma redução da taxa de juros. Segundo o documento, os próximos passos na definição da taxa básica de juros dependem da evolução da atividade econômica, das perspectivas e dos riscos relacionados à inflação.
Na compreensão da REAG, a principal mudança contida no documento foi no diagnóstico do arrefecimento da atividade. O comitê reconheceu que os efeitos dos choques sofridos pela economia brasileira ao longo do ano passado se dissiparam, e elencou outros fatores que estão freando o crescimento, como:

  • desaceleração da economia global e
  • incertezas no que diz respeito à sustentabilidade fiscal, em um cenário de poucas perspectivas para o investimento público.

Nesse sentido, o avanço das reformas é importante para reduzir essas incertezas e estimular o investimento privado.
De acordo com as projeções divulgadas no relatório, a inflação deve ficar dentro da meta tanto no cenário com manutenção da Selic quanto em situação de redução. “No cenário com taxa Selic constante em 6,50% ao ano e taxa de câmbio constante a R$ 3,85, as projeções condicionais para a inflação situam-se em torno de 3,6% para 2019 e 3,7% para 2020”. Diante do exposto, entendemos que as projeções de inflação apontadas no documento indicam um quadro benigno no médio prazo. O comitê reconheceu que o balanço de riscos evoluiu de maneira favorável, mas ponderou ser necessário observar avanços concretos na agenda de reformas para que esse cenário benigno para a inflação se concretize.
Em nossa avaliação, o Banco Central deixou aberta a possibilidade de corte de juros nas próximas reuniões, à medida que a agenda de reformas avançar e as condições de contorno da atividade e inflação permitirem um corte de juros. Continuamos, portanto, com a expectativa de cortes na taxa Selic, encerrando este ano em 6,0%, após um corte de 250 bps em outubro e outro também de 250 bps em dezembro.
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