Ata: Copom admite corte de até 0,75 p.p. na Selic para a próxima reunião

Na avaliação da REAG, o Banco Central reiterou nesta terça-feira, por meio da ata da última reunião do Copom, a intenção de promover novo corte da Selic (a taxa básica de juros) em junho, de até 0,75 ponto porcentual. Ao mesmo tempo, o Banco Central ressaltou que os próximos passos da política monetária dependerão das consequencias geradas pelo isolamento social, em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Ata do Copom reconhece ambiente desinflacionário nos próximos meses, mas ressalta que há limite inferior para o nível da Selic.

 

O texto traduz como o comitê enxerga a pandemia e seus reflexos sobre a economia, destacando um choque significativamente desinflacionário no front da política monetária. Em outras palavras, o Copom admite o risco de deterioração fiscal e admite que, enquanto as expectativas de inflação não forem afetadas, esses riscos não serão suficientes para alterar as decisões de política monetária. O documento é enfático na utilização de adjetivos para descrever o cenário, caracterizado por recessão global “sem precedentes históricos”, “queda forte” do PIB doméstico no primeiro semestre e “deflação significativa” nos próximos meses. Ao mesmo tempo, o BC aponta uma “recuperação gradual” a partir do terceiro trimestre, mas afirma que se não houver avanços médicos no combate à pandemia, é plausível que tenhamos uma recuperação ainda mais gradual e “caracterizada por idas e vindas”.

 

A REAG entende que o foco na meta de inflação e nas prováveis quedas adicionais das expectativas de inflação se mantém prioritário e sinaliza corte adicional de 0,75 ponto porcentual na próxima reunião do Copom (em meados de junho), o que deverá empurrar a taxa básica de juros para o nível final de 2,25% a.a.. Ponderamos, contudo, que a queda pode ser menor do que essa e reduções subsequentes da Selic, em princípio, não estão nos planos do Banco Central, a menos que o cenário se deteriore além do esperado atualmente.

 

Evidentemente, destacamos, como também o fez a autoridade monetária no texto da Ata, que as estimativas na nossa atual conjuntura estão invadidas por incertezas e dúvidas acima do habitual.

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