A produção industrial brasileira cresceu 0,8% na passagem de julho para agosto, interrompendo uma série de três quedas e recuperando parte da perda de 0,9% acumulada de maio a julho. Essa é a leitura mais elevada para o mês desde 2014, quando houve alta de 0,9%. No geral, é o melhor resultado desde junho de 2018, quando houve um salto de 12,6% em decorrência da recuperação após a greve dos caminhoneiros. Contudo, os dados divulgados pelo IBGE mostram que a indústria registrou quedas de 2,3% na comparação com agosto do ano passado e de 1,7% tanto no acumulado em 12 meses.

O resultado de agosto recupera o patamar registrado entre janeiro e fevereiro de 2009. Já na comparação com o pico do resultado industrial, em maio de 2011, o país ainda está 17,3% distante desse desempenho. Em maio de 2018, quando ocorreu a deflagração da greve dos caminhoneiros, a diferença era de 23,9%.

O resultado reflete o sofrimento da indústria com a lenta recuperação econômica do país, além do impacto da crise de parceiros importantes como a Argentina, com a queda das exportações. O acirramento da guerra comercial entre China e Estados Unidos, os temores de uma nova recessão global e a desaceleração econômica internacional também sustentam a estagnação do cenário econômico nacional.

O comportamento da indústria é um dos principais termômetros para avaliar o comportamento do PIB. A REAG projeta um cenário de retração da produção industrial este ano, com queda de 1% ante projeção de perda de 0,06% segundo pesquisa Focus do Banco Central. A despeito do bom resultado da pesquisa industrial em agosto, mantemos o PIB projetado para 2019 em +0,94%.

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