aGENDA eCONÔMICA sEMANAL – 9 A 15 DE MARÇO DE 2020

IPCA e indicadores de atividade são destaques da agenda econômica

A semana começa com a crise desencadeada no petróleo entre Rússia e Arábia Saudita, que levou o país do Oriente Médio a aumentar a produção e reduzir os preços praticados pela estatal Saudi Aramco após o fracasso nas negociações entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e países aliados para uma redução coordenada da oferta da commodity. A iniciativa está relacionada ao impacto econômico da epidemia do Codiv-19, nome da doença do novo coronavírus, que tem abalado os mercados ao redor do globo e levado entidades a revisarem projeções da economia global em 2020. Os mercados abriram nesta segunda-feira nervosos, com a disparada do dólar, apesar da intervenção do Banco Central, o risco-país em alta recorde e os juros futuros pressionados. A Bolsa brasileira abriu em forte queda, atingindo rapidamente uma retração de 10% e acionando o “circuit breaker”, que leva à suspensão do pregão. É o primeiro circuit breaker desde o episódio conhecido como Joesley Day, em maio de 2017.

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 4,14%, aos 97.996,77 pontos, refletindo o aumento de casos do novo coronavírus em diversos países, incluindo o Brasil, e temor de que isso impacte ainda mais economias já fragilizadas em todo o mundo. Nesta segunda-feira, os mercados asiáticos fecharam o pregão em forte queda diante da guerra no petróleo em função do coronavírus, do Produto Interno Bruto (PIB) japonês que fechou o quarto trimestre de 2019 em queda de 7,1% na taxa anualizada e de indicadores chineses. Os mercados europeus e os futuros norte-americanos operam em queda de olho na crise de preço de petróleo desencadeada entre Rússia e a Arábia Saudita e do aumento do número de casos do coronavírus em países da Europa.

O IPCA de fevereiro será destaque na semana que vem, além de indicadores de atividade de janeiro. Projetamos alta de 0,15%, com variação dos núcleos abaixo de 3,0% em doze meses. A produção industrial de janeiro também será conhecida e deve mostrar alta de 0,4% em relação a dezembro, reforçando a moderação neste início do ano. Por fim, o saldo de emprego formal de janeiro deve ser de 74 mil vagas.

No exterior, as atenções continuarão focadas no avanço dos casos de coronavírus e na decisão de política monetária da Área do Euro. O BCE deve manter as taxas de juros inalteradas, mas pode optar por outros instrumentos quantitativos, caso queira seguir a postura do Fed e/ou a economia europeia mostre desaceleração adicional decorrente do coronavírus.

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