Ata do Copom atrai as atenções do mercado nesta semana

Na agenda desta semana, destacamos as decisões dos Bancos Centrais dos EUA e do Brasil sobre suas políticas monetárias. O Fed deve manter o juro estável na quarta-feira, mesma data do Copom, que deve cortar a Selic para 4,5%, transferindo as expectativas ao comunicado. Com a indicação anterior do Banco Central de corte de 0,5 p.p. da Selic neste mês, as atenções nesta semana estarão voltadas para o comunicado do Copom. A autoridade monetária brasileira pode tanto sinalizar que o ciclo de quedas está próximo do fim ou comunicar uma pausa desde já. As projeções do Comitê deverão incorporar o movimento do câmbio desde o encontro anterior.

É praticamente unânime a aposta de que a Selic deve atingir nova mínima histórica com redução de 50 pontos, como o Banco Central antecipou na ata e em várias declarações do presidente, Roberto Campos Neto. Mas o mercado se divide sobre um último ajuste da taxa básica em fevereiro, de 0,25 p.p, para 4,25%. De 60 casas pesquisadas pelo Broadcast, 31 esperam que o Copom encerre o ciclo nesta reunião; 20 acreditam que seguirá até fevereiro com um corte menor e nove ainda continuam firmes na aposta dos 4%.

Desde que o dólar estressou em novembro, chegando a flertar com o nível de R$ 4,30, analistas e gestores assumiram maior conservadorismo nas projeções da política monetária, aliviando as posições mais ousadas. O câmbio voltou a se acomodar abaixo dos R$ 4,20, mas agora são os indicadores mais fortes da recuperação econômica que desencadearam revisões em série para o PIB deste ano e de 2020.

A semana reserva mais três indicadores de atividade econômica relativos ao mês de outubro: na as vendas no varejo (quarta-feira); a pesquisa do setor de serviços do IBGE (quinta-feira) e o IBC-Br (sexta-feira). As parciais do IGP-M e IPC-Fipe saem na quarta-feira.

No exterior, os destaques ficarão por conta das decisões de política monetária nos EUA e na Área do Euro. O Fed deverá manter a taxa de juros, reconhecendo redução dos riscos para o crescimento doméstico. A decisão do BCE também não deverá surpreender, com as atenções voltadas para o estilo de comunicação de Christine Lagarde, que terá sua primeira reunião de política monetária no comando da instituição.

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