IPCA e indicadores de varejo e serviços devem reforçar perspectiva de retomada lento e gradual

Uma leitura de crescimento mais moderado da economia e o comportamento benigno da inflação devem ser confirmados esta semana, com a divulgação dos dados de varejo e serviços de fevereiro e do IPCA de março. O resultado das vendas no varejo e o volume de serviços, ambos de fevereiro, deve reforçar que a retomada da atividade está ocorrendo em todas os setores, mas em ritmo mais lento do que inicialmente esperado. Nossa avaliação é que os dados apontarão para uma expansão do PIB do primeiro trimestre de 0,3%. Em relação ao IPCA de março, esperamos alta de 0,13%. Como nas últimas leituras, as métricas de núcleo devem continuar com elevação ao redor de 3,00%, reforçando a inércia baixista para a inflação prospectiva e dando suporte para a manutenção do plano de voo atual do Banco Central, de implementar mais um corte de 0,25 p.p. da Selic. Com dois anos seguidos de inflação abaixo do centro da meta e os núcleos muito bem-comportados, há conforto para que haja estabilidade dos juros ao longo deste ano.

 Na agenda internacional, destaque para os dados de inflação nos EUA e na China, referentes a março. Até agora, os anúncios de medidas protecionistas não têm afetado os resultados da inflação desses países, o que pode começar a aparecer nos próximos meses. Nos EUA, mesmo com números mais fracos de crescimento na margem, o ritmo da economia ainda é favorável e o mercado de trabalho continua aquecido. Assim, as atenções se voltam para o comportamento da inflação ao consumidor, tanto por fatores endógenos ao crescimento, quanto pela eventual pressão derivada dos recentes anúncios de aumentos dos impostos de importação.

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