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Agenda Econômica Semanal – 8 a 14 de maio de 2017

IPCA de abril fortalece tendência em curso da descompressão da inflação

 Os dados de inflação, em especial, devem reforçar nossa avaliação prospectiva bastante favorável. O IPCA (quarta-feira) de abril deve ter avançado 0,12%, abaixo da elevação de 0,25% registrada no mês anterior, com os núcleos em níveis baixos e puxado pela deflação da energia elétrica residencial, refletindo a devolução da cobrança indevida de encargos feita em 2016, e pela queda de combustíveis (gasolina e etanol). Com isso, a alta do IPCA, considerando os últimos doze meses, deve ceder de 4,57% para 4,07%. O IGP-DI (terça-feira) deve apresentar deflação de 1,08% em abril, após registrar variação de –0,38% em fevereiro. Se confirmado, será a 2ª maior queda já registrada na série. As deflações de grãos (soja e milho), carne e minério de ferro devem ser as responsáveis pelo movimento.

Na quinta-feira, teremos a Pesquisa Mensal do Comércio, para a qual projetamos retração de 0,7% das vendas do varejo na passagem de fevereiro para março. No dia seguinte, será divulgada a Pesquisa Mensal de Serviços, também referente a março. O varejo restrito deve mostrar aumento de 1,3% (m/m) nas vendas de março, estimulado pelo efeito positivo do início da liberação de recursos das contas inativas do FGTS. Além disso, os indicadores coincidentes como as consultas ao SCPC (1,1%, m/m), as vendas dos supermercados (1,0%, m/m, Boa Vista) e o movimento do comércio (0,6%, m/m, Serasa) também dão suporte à nossa avaliação. Para o varejo ampliado de março, que inclui veículos e material de construção, acreditamos no crescimento de 1,6%, impulsionado pelo maior comércio de automóveis e comerciais leves (1,9%, m/m, Anfavea). Na sexta-feira, sai a Pesquisa Mensal de Serviços, também referente a março. O volume de serviços deve recuar 1,6% (m/m), após ter registrado quatro altas seguidas. O fraco fluxo de veículos pesados nas estradas (-1,0%, m/m) e a forte elevação recente devem ser os vetores do movimento.

Na política doméstica, o foco estará na conclusão da votação dos destaques da Reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara (terça-feira). Na quarta-feira, pode ocorrer a votação do projeto de lei de recuperação para estados em calamidade fiscal. Na quarta-feira, o juiz Sérgio Moro ouve depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba.

Os mercados internacionais iniciam a semana reagindo ao resultado da eleição presidencial da França, que consagrou a vitória do centrista Emmanuel Macron com 66% dos votos, afastando temores de uma possível desintegração da economia da zona do euro. O resultado das urnas trouxe certo alívio às bolsas da Europa, mas, por ter sido antecipado pelas pesquisas eleitorais, surtiu efeito limitado e o sinal negativo volta a prevalecer nas praças acionárias da região, na esteira de dados de comércio externo da China mais fracos que o esperado. De qualquer forma, o sentimento é de que a derrota da candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, barrou o avanço da onda populista que se propagou pelo Ocidente desde o ano passado.

A agenda econômica externa reserva a divulgação da produção industrial da Alemanha e inflação ao consumidor e ao produtor na China (terça-feira); produção industrial do Reino Unido (quinta-feira); PIB da Alemanha, produção industrial da zona do euro; vendas no varejo e índice de preços ao consumidor dos EUA (sexta-feira). No Reino Unido tem também decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

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