Agenda Econômica Semanal – 8 a 14 de fevereiro de 2021

Mercado atento aos dados de inflação e atividade

Dados de atividade de dezembro dos setores de serviços e comércio e IPCA de janeiro serão o destaque da agenda doméstica. Os dados de atividade de dezembro devem confirmar o bom desempenho da economia no final do ano passado.

Na agenda de indicadores domésticos, destaque para os dados de inflação, que caso surpreendam, devem elevar as apostas de início do ciclo de alta da Selic já na próxima reunião do Copom de março. O IBGE divulga o resultado do IPCA de janeiro na terça-feira, para o qual o consenso do mercado projeta alta de 0,32% em janeiro, desacelerando ante a alta de 1,35% de dezembro. A menor pressão inflacionária no mês decorre da mudança da bandeira vermelha para amarela nas contas de energia elétrica, além da queda sazonal dos preços das passagens aéreas. No entanto, os preços dos alimentos e dos combustíveis devem seguir pressionando o índice. No acumulado em 12 meses, caso venha em linha com as expectativas, o indicador subirá de 4,52% para 4,63%.

Ainda em relação à inflação, a FGV divulga o IGP-10 de fevereiro (sexta-feira), que deve mostrar alta de 2,40% no mês, acumulando elevação de 27,4% em 12 meses. O indicador deve seguir pressionado pelos preços de itens industriais e agropecuários no atacado. A semana também traz os resultados dos indicadores oficiais de atividade de dezembro: varejo (quarta-feira); serviços (quinta-feira) e o índice IBC-Br de atividade econômica (sexta-feira).

O consenso dos analistas consultados pela Bloomberg projeta retração de 0,6% do comércio, impactado negativamente pelo fim dos auxílios emergenciais, embora este siga em patamar superior ao período pré-crise. Já para os serviços, a expectativa é de alta de 1,2% na margem. Apesar do avanço, o resultado seria inferior à expansão de 2,6% observada em novembro, com a recuperação do setor perdendo alguma tração em função do restabelecimento das medidas restritivas no fim de 2020. Por fim, em relação ao IBC-Br, considerado a proxy mensal do PIB, a expectativa é de alta de 0,6%, liderado pelo bom avanço da indústria no período (+0,9%) e pela expectativa de alta dos serviços. Caso tais resultados se concretizem, sugerem um desempenho bastante positivo para o PIB do 4º trimestre de 2020, de expansão próxima a 3,0%.

No exterior, destaque para os dados de inflação nos EUA e na China e para as reuniões de política monetária no México e no Peru.

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