Na agenda doméstica, destaque para a decisão do Copom e para a divulgação dos dados de vendas do varejo e de inflação

Na quarta, teremos o principal evento da semana, a reunião do Copom. Apesar da expectativa de manutenção da Selic, será importante acompanhar a avaliação do Banco Central acerca da pressão de curto prazo na inflação e da atividade corrente mais fraca. No encontro, acreditamos que o Banco Central deve manter a taxa básica de juros em 6,5%. No que se refere à justificativa da decisão, a autoridade monetária deve alegar que o cenário segue pautado por incertezas domésticas. Avaliamos que a autoridade monetária deve reconhecer os sinais de enfraquecimento da atividade, porém, deve também indicar aumento da inflação corrente devido a choques. Acreditamos na manutenção da visão de que o balanço de riscos está equilibrado e também da orientação futura para a política monetária, segundo a qual as ações do BCB devem ser pautadas por cautela, serenidade e perseverança.

Também esperamos para esta semana alta das vendas do varejo em março, revertendo apenas parcialmente a queda verificada em fevereiro. As vendas do varejo restrito de março (quinta-feira) devem crescer 0,5% (MoM). Dá suporte à avaliação, as vendas dos supermercados (0,3%, Boa Vista). No conceito ampliado, que inclui veículos e material para construção, o varejo deve crescer 0,8% (MoM), impulsionado pelo comércio de veículos (13,2%, MoM, Fenabrave | 4,0%, MoM, Anfavea). Como fator limitante para o avanço do varejo, vemos a alta recente da inflação de alimentos e dos combustíveis.

Na sexta, o IPCA de abril deve desacelerar de 0,75% para 0,64%, em razão do arrefecimento dos alimentos. A pressão de alta no preço dos combustíveis deve limitar o movimento. O IGP-DI de maio (quarta-feira) deve desacelerar de 1,07% para 0,83%, em razão do barateamento dos grãos (Milho e Feijão). Os IPCs da 1ª quadrissemana de maio também serão conhecidos no decorrer da semana. O índice da FIPE deve desacelerar de 0,29% para 0,28%, devido ao arrefecimento do grupo Alimentação (0,23% para 0,03%). O índice da FGV deve desacelerar de 0,62% para 0,45%, em razão do barateamento dos produtos Agropecuários (0,90% para –0,64%).

No exterior, o foco estará nos dados de inflação norte-americana e do setor externo chinês. Após a surpresa positiva com os resultados do PIB dos EUA e da sinalização do Fed de que o cenário de inflação fraca é temporário, os dados de inflação ao consumidor de abril deverão ser monitorados. Além disso, os desempenhos da balança comercial e do mercado de crédito da China em abril devem trazer novos sinais sobre as perspectivas da atividade do país.

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