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Agenda Econômica Semanal – 5 a 11 de setembro de 2022 : IPCA na agenda doméstica e decisão de política monetária na área do Euro são os destaques da semana

Em semana intercalada pelo feriado em celebração ao Dia da Independência, na agenda econômica, as atenções estarão voltadas para o IPCA de agosto (sexta-feira), que deve ter nova retração, ao sair de –0,68% para –0,38%. O resultado deve levar o indicador no acumulado em 12 meses para um dígito, de 10,07% para 8,69%. O principal driver vem dos preços dos combustíveis, diante das reduções dos preços pela Petrobrás para as refinarias e de algum efeito residual do corte de impostos, que também deve puxar o preço da tarifa de energia elétrica para baixo. Além disso, também se espera alguma acomodação dos preços dos alimentos, diante dos sinais de estabilização do preço do leite e derivados. Na outra ponta, os preços dos serviços devem seguir em alta, pressionados pelo bom desempenho da atividade. Assim, a expectativa é de uma inflação menos disseminada e com melhora nos núcleos, embora com um cenário ainda desafiador.

Também na esfera inflacionária, a FGV divulga o IGP-DI de agosto (quinta-feira), que também deve demostrar deflação, de 0,67% no mês. Entre os vetores, destaque para o barateamento dos alimentos industrializados, combustíveis e metalurgia básica. O indicador deve captar deflação no atacado e no varejo, diante dos menores preços dos combustíveis e da queda dos preços das commodities no mercado internacional, sustentando a perspectiva de descompressão da inflação ao longo do 2º semestre.

Acerca dos indicadores de atividade, a Anfavea traz os dados de produção de veículos (sexta-feira), que devem seguir mostrando alguma melhora, assim como os números de emplacamentos já publicados pela Fenabrave, diante da redução dos problemas de acesso aos insumos. Com isso, deve sinalizar que a atividade segue em retomada neste 3º trimestre, contribuindo para manter o viés de alta nas expectativas de crescimento do ano.

Na agenda internacional, o destaque da semana fica por conta do discurso do presidente do FED, Jerome Powell, na quinta-feira. Após uma fala considerada dura com a inflação no Simpósio anual de Jackson Hole, Powell deve reafirmar o compromisso incondicional com a estabilidade de preços, mesmo diante de alguma desaceleração nos indicadores de atividade e número do mercado do trabalho um pouco abaixo do esperado. Além disso, teremos falas de outros dirigentes do FOMC, com a vice-presidente L. Brainard na quarta-feira, além de C. Evans e J. Waller na sexta. A expectativa é de manutenção do tom duro em relação à inflação por parte dos dirigentes. Entre os indicadores de atividade nos EUA, destaque para a leitura final do PMI de Serviços, referente ao mês de agosto, na terça-feira, que deve confirmar um resultado ainda distante do nível de expansão para o setor. No mesmo dia, teremos o índice ISM de Serviços referente ao mesmo período, para o qual se espera desaceleração.

Na Área do Euro, destaque a decisão de política monetária na quinta-feira. Esperamos um novo aumento de 0,50 p.p. na sua principal taxa de juros, que assim passaria de 0,00% para 0,50%. Entretanto, não pode ser descartado um aumento ainda maior, de 0,75 p.p., em função das sucessivas surpresas altistas para a inflação no bloco. Na quarta teremos a divulgação do dado final para o PIB da Zona do Euro, que deve mostrar avanço idêntico ao da última prévia.

 

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