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Agenda Econômica Semanal – 5 a 11 de dezembro de 2022 : Semana tem leituras importantes na agenda local: Copom e IPCA

A semana vem carregada por eventos e divulgações relevantes esta semana, como reunião do Copom e o IPCA de novembro. Além disso, os investidores monitoram a tramitação da PEC da Transição, que pode ser votada no Senado. Repercutem ainda o afrouxamento das restrições à circulação na China e a decisão da Opep de manter uma produção reduzida de petróleo.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), marcou para a próxima quarta-feira a votação da PEC no plenário da casa. Lembrando que até lá, o texto precisa ser aprovado primeiro na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), comandada por Davi Alcolumbre (DEM-AP). A PEC original prevê a abertura de até R$ 198 bilhões fora do teto no Orçamento, com o objetivo de garantir recursos para o funcionamento de programas da Saúde e Educação e para a manutenção do pagamento de R$ 600 para o Bolsa Família. Apesar desse valor inicial elevado fora da âncora fiscal, a proposta deve ser desidratada no Congresso.

Também na quarta-feira, o STF (Supremo Tribunal Federal) irá julgar ações que contestam o pagamento das emendas de relator (o chamado orçamento secreto, que surgiu em 2020). Para o ano que vem, estão previstos R$ 19,4 bilhões em recursos somente para o pagamento dessas emendas, que não exigem identificação de quais parlamentares solicitaram a verba. Se o orçamento secreto for proibido, a avaliação de analistas políticos é que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, ganha força na negociação com o Congresso pela aprovação da PEC.

Pela agenda econômica, os investidores ainda acompanham nesta semana a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) do ano, que acontece também na quarta-feira. Apesar do consenso de que o BC manterá a taxa básica (Selic) em 13,75% ao ano, os investidores acompanharão com atenção o comunicado da decisão. A expectativa é que o colegiado envie um recado firme para o próximo governo, alertando que um cenário de descontrole das contas públicas pode ter como consequência juros elevados por mais tempo.

Na sexta-feira, o IBGE informa o IPCA que deve mostrar uma nova alta em novembro. A prévia do índice, o IPCA-15, mostrou aceleração da alta de preços na comparação com outubro, ao subir 0,53%.

No exterior, os investidores ainda digerem o forte resultado do payroll forte de novembro, que foi divulgado na última sexta. O número de criação de vagas nos EUA veio bem acima do projetado e reavivou temores de que o ciclo de aumento de juros americanos será ainda mais intenso. Na próxima sexta, sai o primeiro dado de inflação americana de novembro, o PPI (índice de preços ao produtor), que poderá ajudar a calibrar as expectativas para a taxa americana.

Os mercados ainda repercutem notícias de que outras cidades flexibilizaram restrições à circulação na China, após os maiores protestos em décadas na segunda maior economia do mundo. Na manhã de hoje, os contratos futuros de minério de ferro negociados em Cingapura subiam mais de 2% em reação. O petróleo também opera em forte alta, após países da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) terem mantido o corte de produção de dois milhões de barris por dia no final de semana.

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