Ata do Copom e IPCA estão na pauta econômica, mas destaque fica por conta da entrega do pacote para reforma do Estado

A semana traz a divulgação da Ata do Copom e o resultado do IPCA de outubro, mas os principais destaque da agenda econômica ficam por conta do um conjunto de Propostas de Emenda à Constituição (Pec), que o governo federal enviará ao Congresso com intenção de dar início a uma reforma do Estado. Seis projetos serão enviados juntos.

A Ata do Copom (terça-feira) deve trazer informações adicionais sobre os próximos passos da política monetária do Banco Central. Diante da resistência do mercado em aceitar a mensagem de cautela do Copom, o Banco Central deverá ser mais explícito, se quiser convencer o investidor de que pode parar o ciclo de quedas com a Selic em 4,5%.Há muito analista ainda acreditando que o comunicado apenas sinalizou para uma desaceleração da magnitude dos cortes da taxa básica e não para o fim das quedas em série na reunião de dezembro.

Persistem muitas apostas de que o Copom poderá dar, pelo menos, mais um ou dois ajustes de 25 pontos, com a Selic caindo para 4,25% ou até 4%. Ou o Banco Central confirma a leitura ou corrige as expectativas. O otimismo do mercado é reforçado pelos avanços da agenda de reformas no Congresso, pelo cenário externo mais favorável e pela inflação abaixo das metas, que deve ser confirmada pelo IPCA de outubro (quinta-feira). No mesmo dia, sai o IGP-DI também de outubro. Na sexta-feira, tem a primeira prévia do IPC-S de novembro.

Hoje, foi anunciado o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, com alta de 0,16% em outubro, ganhando força após estabilidade em setembro e leve aceleração em relação ao aumento de 0,15% observado na terceira quadrissemana do mês passado. Nesta segunda também foram divulgados os dados do relatório Focus, com a expectativa de crescimento da economia em 2019 passando de 0,91% para 0,92%. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,87%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,00%.

Além dos indicadores econômicos, esta promete ser uma semana agitada, não só pelo aguardado megaleilão do pré-sal, na quarta-feira, que deverá levantar, pelo menos, US$ 50 bilhões, como também pelo ambicioso pacote para a reforma do Estado, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, entrega amanhã ao Congresso. Com o megaleilão da cessão onerosa nas quatro áreas de exploração de petróleo e gás natural da Bacia de Santos (quarta-feira) e a 6ª Rodada do pré-sal (quinta-feira), o governo deve arrecadar R$ 153,6 bilhões acumulados em bônus.

Já o pacote inclui o pacto federativo PEC mais Brasil), uma PEC de emergência fiscal com gatilhos para conter gastos públicos, uma PEC para mudar os fundos públicos, reforma administrativa, que remodela o serviço público, além de um projeto de lei que traz um novo modelo de privatizações.

O Senado receberá o pacto federativo, que traz um novo regime fiscal, a PEC da emergência fiscal, para ajudar a cumprir a regra de ouro, e uma PEC que revê 281 fundos públicos. Para a Câmara, seguem a PEC da reforma administrativa, que remodela o serviço público de todos os entes, da União, Estados e municípios, e um projeto de lei que visa acelerar as privatizações.

Ainda esta semana, o governo quer lançar o programa de geração de empregos “Trabalho Verde e Amarelo”, que vai reduzir o custo das empresas nas contratações de jovens e pessoas acima de 55 anos.

No exterior, agenda estará esvaziada. Serão divulgadas as leituras finais dos índices PMI dos EUA e da Área do Euro e os dados de balança comercial e de inflação da China, todos referentes ao mês passado.

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