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Agenda Econômica Semanal – 31 de julho a 4 de agosto de 2017

Ata do Copom e indicadores de atividade são os destaques da agenda domésticatabela agenda.png

Será divulgada na terça a ata da reunião do último Copom, encontro em que o Banco Central reduziu a Selic de 10,25% para 9,25%. Ao sinalizar a possibilidade de manutenção desse ritmo em sua próxima reunião, a divulgação da Ata atrairá as atenções do mercado, que poderá reavaliar suas expectativas para a extensão total do ciclo de afrouxamento monetário. No comunicado emitido após a reunião, a autoridade monetária retirou a expressão “redução moderada” do ritmo de flexibilização monetária, o que trouxe redução da projeção de inflação de 2017 e 2018.

 Dada a significativa desinflação em curso e as constantes surpresas baixistas com a inflação no atacado e ao consumidor, o desempenho da atividade econômica deverá ser vetor muito importante para a condução da política monetária no restante deste ano. Dessa forma, destacamos a divulgação de diversos indicadores de atividade na agenda de indicadores desta semana. Segundo nossas estimativas, a indústria deve ter mostrado estabilidade entre maio e junho. Os IPCs da 4ª quadrissemana de julho serão conhecidos na semana. O da FIPE deve acelerar de 0,09% para 0,24%, liderado pelo grupo alimentação. Já o elaborado pela FGV deve mostrar redução do ritmo de deflação, ao passar de –0,11% para –0,02%. O grupo Transporte deverá ser o principal responsável pelo movimento.

 A produção industrial (terça-feira) deve recuar 0,5% (m/m) em junho, refletindo uma pausa na expansão dos últimos meses e o aumento da incerteza ocasionado por eventos não econômicos ocorridos em maio. Os indicadores coincidentes tiveram fraco desempenho. No mês, a produção de veículos diminuiu 7,5% (m/m, Anfavea), o fluxo de veículos pesados recuou 0,7% (m/m, ABCR), o Nível de Utilização da Capacidade Instalada caiu 0,7% (m/m) e as expectativas dos empresários do setor pioraram (-3,8%, m/m | -0,4%, m/m). Além disso, as exportações parecem mostrar algum ajuste, após a forte alta vista no final de 2016 e começo de 2017. Na sexta, a Anfavea anunciará seus números de julho sobre o setor automobilístico. No decorrer da semana, a Fenabrave deve apresentar seus dados sobre as vendas de veículos de julho.

 Na agenda externa, o mercado estará atento à evolução da atividade econômica das principais regiões do mundo neste início de trimestre, à medida que a economia europeia segue forte, a chinesa deu sinais mais favoráveis em junho e os EUA têm apontado para certa acomodação do ritmo de crescimento. Assim, o destaque ficará com a divulgação do resultado do PIB da Área do Euro do segundo trimestre, que será conhecido na terça-feira e para o qual esperamos expansão de 0,7% em relação ao trimestre anterior. No mesmo dia, conheceremos os índices PMI das principais economias referentes a julho. O Banco da Inglaterra ainda anunciará na quinta-feira sua decisão de política monetária: esperamos manutenção da taxa de juros, diante do resultado fraco do PIB do Reino Unido do segundo trimestre, conhecido nesta semana, e da desaceleração da inflação no último mês. Por fim, nos Estados Unidos, o foco estará na divulgação do índice ISM de serviços, na quinta-feira, e dos dados do mercado de trabalho, que serão conhecidos no último dia da semana.

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