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Agenda Econômica Semanal – 30 de janeiro a 5 de fevereiro de 2023

Nesta semana, a agenda econômica que afeta o mercado financeiro e de capitais no Brasil é movimentada especialmente pela decisão do Copom, e pela decisão do Federal Reserve (Fed), que irá deliberar sobre a política monetária dos Estados Unidos. Ambos os eventos – Copom e Fed – ocorrerão na quarta-feira, dia 1º de fevereiro – motivo pelo qual o dia ganha o apelido de ‘super quarta’.

O Copom deve manter a taxa básica de juro (Selic) em 13,75% a.a. e reforçar a sinalização de que irá retomar o ciclo de altas caso avalie necessário. Entretanto, avaliamos que a autoridade monetária opte por manter a Selic estável em 13,75% ao longo de todo o ano de 2023. Já na reunião do FOMC é esperado novo aumento da FFR em 25 bps, atingindo o intervalo de 4,50-4,75%, sob expectativas de continuidade de aumentos para taxa terminal de 5,25%.

Mas os bancos centrais europeu e da Inglaterra também definem juros (quinta-feira). O Banco da Inglaterra (BoE) deve elevar novamente a taxa básica de juros em 0,5 p.p. para 4,0% a.a. Já o Banco Central Europeu (BCE) também deve continuar o movimento de alta na taxa de juros em 0,5 p.p. atingindo o patamar dos 3,0% a.a., com expectativa de novo aumento na próxima reunião, atingindo os 3,5% a.a..

Enquanto isso, ao longo da semana na agenda doméstica, o Ministério do Trabalho e Emprego deve divulgar o saldo de empregos formais (CAGED) de dezembro. A estimativa é que ocorra saldo de -307 mil vagas, refletindo a sazonalidade fraca para o emprego de dezembro, especialmente no comércio. Com isso, em 12 meses, o saldo deve desacelerar de 2,9 milhões de vagas em 2021 para 2,2 milhões em 2022.

Na terça-feira, a FGV publicará o índice de incerteza da economia de janeiro. A Fenabrave divulgará, na quarta-feira, as vendas de veículos de janeiro.

Na sexta-feira, o IBGE informará o dado da produção industrial de dezembro. A projeção é de avanço de 0,3% (M/M). Dá suporte à avaliação, a produção de veículos (7,0%, Anfavea), a produção de aço (3,1%, Instituto Brasil de Aço – IBS) e o fluxo de veículos pesados nas estradas (0,6%, ABCR).

O IGP-M de janeiro (segunda-feira) deve desacelerar de 0,45% para 0,18% (M/M), puxado pela desaceleração do minério de ferro, alimentos industrializados e derivados de petróleo. Além disso, vale citar que os produtos agropecuários devem continuar no terreno negativo.

Na agenda econômica nos EUA teremos na quarta-feira, além da reunião do FOMC e do discurso de Jerome Powell, a sondagem da indústria de janeiro (divulgadas pela ISM) que tende a desacelerar para 48,1 (ante 48,4). Ainda na quarta, teremos a divulgação da criação de empregos formais do JOLTS de dezembro, além do relatório de emprego ADP referente a janeiro, que tende a desacelerar significativamente a criação de vagas privadas não agrícolas, passando de 235 mil no final do ano passado para algo em torno de 160 mil em janeiro. As solicitações semanais de empréstimos hipotecários e estoque de petróleo bruto também serão conhecidos.

Também nos EUA (sexta-feira), o Payroll de janeiro que deve apresentar uma variação marginal da taxa de desemprego para 3,6% ante 3,5%, mantendo ainda as condições apertadas no mercado de trabalho americano e mantendo às pressões salariais sobre os preços. Finalizando a semana com a divulgação do índice de atividade de serviços do Institute of Supply Management (ISM) que deve apresentar melhora da atividade que ocorreu no mês de janeiro ao registrar 50,4 ante 49,6 pontos.

Após o retorno do feriado do Ano Novo Lunar a semana se inicia com as divulgações dos PMI’s na China referentes a janeiro (NBS e Caixin), sendo esperado avanço nas aberturas, especialmente no setor de serviços frente ao retorno das atividades proporcionado pela reabertura. Neste sentido, os dados do NBS do PMI industrial devem avançar para 50,1 (ante 47,0) e o PMI de serviços para 52,0 (ante 41,6), ambos voltando ao território expansionista. Ainda na China, haverá a divulgação dos lucros industriais acumulados referente à dezembro.

No Japão, a taxa de desemprego (segunda) de dezembro deve permanecer estável em 2,5%. Na semana, dados de atividade de dezembro. Para a produção industrial é esperada uma contração na margem, de –1,2% (M/M) em dezembro, enquanto as vendas do varejo tendem a acelerar para 0,8% (M/M) ante –1,1% (M/M) observado no mês anterior.

 

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