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Agenda Econômica Semanal – 30 de agosto a 5 de setembro de 2021

PIB e inflação continuam no radar do mercado esta semana

 

O principal destaque da semana na agenda doméstica é o resultado do PIB do 2º trimestre (terça-feira). O consenso do mercado. A projeção da REAG aponta que p PIB2T21 deve perder ritmo, ao sair de 1,2% para 0,1% (T/T), em linha com o resultado da proxy mensal do PIB, o IBC-Br, que também avançou na mesma magnitude. Pela ótica da oferta, destaque para o setor de serviços, sendo beneficiado pela flexibilização das medidas restritivas, enquanto o setor industrial deve apresentar algum prejuízo por conta da alta nos preços dos insumos e por problemas de oferta (semicondutores). O setor agropecuário também deve contribuir negativamente, afetada pelos choques climáticos adversos. Pela ótica da demanda, destaque para a acomodação do investimento. Apesar de próximo à estabilidade, esse pode ser o 4º resultado positivo seguido, com expectativa de nova expansão neste 3º trimestre, refletindo a continuidade do movimento de reabertura. Para 2021, a REAG mantém sua projeção para o PIB com alta de 5%.

Adicionalmente, conheceremos esta semana a produção industrial de julho (quinta feira), que deve recuar 0,5% (MoM), em função da escassez de componentes para indústria automotiva e eletroeletrônica. Outro ponto é que temos a pressão de custos (matérias-primas e energia elétrica) prejudicando o desempenho do setor. Além disso, o desemprego próximo de seu maior patamar histórico tem limitado a demanda por bens industriais. A perspectiva é de que a indústria siga apresentando números fracos, especialmente na produção de bens de consumo duráveis, em função da dificuldade na obtenção de matéria-prima, que tem comprometido a recuperação do setor.

Outro indicador que também será conhecido é o total de emplacamentos de veículos referentes ao mês de agosto, divulgado pela Fenabrave (quinta-feira). Apesar da reabertura das concessionárias e o aumento de confiança dos consumidores, a venda de veículos tem sido prejudicada pela escassez global de semicondutores, que tem forçado a paralisação de diversas montadoras e gerado uma indisponibilidade de veículos novos.

Em relação ao mercado de trabalho, o IBGE divulga a PNAD Contínua de junho (terça-feira). A expectativa é que a taxa de desemprego recue de 14,6% para 14,5% de junho, refletindo a flexibilização das medidas restritivas. Limitando um movimento de queda mais intenso, destaque para a volta expressiva das pessoas à força de trabalho, o que deve ser persistente e deixar, por tempo considerável, a taxa de desemprego em patamar historicamente elevado.

Nesta segunda-feira pela manhã, a FGV divulgou IGP-M, que desacelerou de 0,78% em julho para 0,66% em agosto. A inflação acumulada pelo índice em 12 meses cedeu de 33,83% para 31,12% no período. O resultado ficou abaixo da mediana de mercado, que indicava alta de 0,78% para o índice. O piso da pesquisa era de variação de 0,45% e o teto, de 1,42%.

No cenário global, destaque para indicadores de atividade: na Europa teremos a divulgação dos índices PMI referentes a agosto Nos Estados Unidos, além do ISM, o destaque ficará por conta dos dados do mercado de trabalho deste mês.

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