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Agenda Econômica Semanal – 29 de fevereiro a 6 de março de 2016

Copom, PIB e produção industrial são destaques desta semana, que começa com o último dia de fevereiro de um ano bissexto.
A agenda da semana traz como destaques a reunião do Copom (terça e quarta-feira), o PIB do quarto trimestre (quinta-feira) e a produção industrial de janeiro (sexta-feira). A REAG prevê manutenção da Selic nos atuais 14,25% e queda de 1,6% do PIB no 4T15, o qual resultará em uma retração de pelo menos 3,9% da economia brasileira em 2015. Para a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de janeiro, a REAG espera recuo de 0,5% da produção em relação ao mês anterior.
Também serão divulgados a balança comercial de fevereiro (terça-feira) e dados da Anfavea de produção e venda de veículos em fevereiro (sexta-feira). Hoje, estão previstas as sondagens da indústria e de serviços da FGV de fevereiro, o boletim Focus e o índice nacional de expectativa do consumidor de fevereiro da CNI.
No cenário político doméstico, as atenções recaem sobre a tensa relação entre o PT e o Palácio do Planalto, depois da ausência da presidente Dilma Rousseff da festa de aniversário do partido no último sábado. O ex-presidente Lula deve conversar com a presidente hoje, defendendo uma guinada na política econômica.
Agenda Internacional
No exterior, as atenções estarão voltadas para a divulgação dos dados do mercado de trabalho norte-americano de janeiro (sexta-feira), que trará informações importantes sobre a temperatura da economia dos EUA. Também serão conhecidas as leituras finais dos índices PMI da China, Estados Unidos e Área do Euro ao longo da semana.
Focus
Após oito semanas de projeções em alta, as instituições financeiras estimam inflação em queda em 2016. Com isso, o cálculo para o IPCA passou de 7,62% para 7,57%. Para 2017, a expectativa segue em 6%, de acordo com o relatório Focus divulgado esta manhã pelo Bacen. Os cálculos sobre a inflação estão distantes do centro da meta de 4,5%. Neste ano, superam o teto de 6,5%. O limite superior da meta em 2017 é de 6%. Para o PIB de 2016, o mercado passou a prever contração de 3,45%, contra queda de 3,40% da estimativa anterior. O resultado indica a sexta piora consecutiva do indicador. Para o PIB de 2017, os analistas mantiveram a previsão de alta de 0,5%. Mesmo com a expectativa de alta da inflação, as instituições financeiras não esperam que o BC suba a taxa básica de juros, a Selic, neste ano de retração da atividade econômica. A projeção para o final de 2016 permanece em 14,25% ao ano. Para 2017, a expectativa é de redução da Selic para 12,50% ao ano.
Sondagem da Indústria
O Índice de Confiança da Indústria caiu 1,5 ponto em fevereiro para 74,7 pontos, menor nível desde setembro de 2015. De acordo com a FGV, o recuo ocorreu em 10 dos 19 setores pesquisados e foi puxado pelo indicador de expectativas que caiu 2,8 pontos para 72,6, menor nível da série. O índice de situação atual (ISA) também reforçou a retração da confiança ao cair 0,5 ponto, para 77,1 pontos. Para a FGV, o resultado de fevereiro reforça a avaliação de que a recuperação da confiança nos últimos meses não se sustentaria até o fim do semestre.
Compulsório bancário na China
O Banco Central da China anunciou há pouco um corte no compulsório bancário, em 0,5 ponto porcentual, que começa a vigorar a partir de amanhã. A medida, segundo o BC chinês, busca ampliar a liquidez no sistema financeiro. Embora autoridades chinesas tenham se comprometido no encontro a não promover forte desvalorização da moeda local, o Banco Central do país estabeleceu a taxa de paridade por dólar de hoje no menor nível desde 3 de fevereiro, ou maior ajuste diário para baixo na divisa chinesa em sete semanas.
agenda- 29 fevereiro a 6 março 2016
 

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