Agenda doméstica tem Copom como destaque esta semana

No Brasil, a reunião do Copom será o destaque, com as atenções voltadas principalmente para a sinalização prospectiva para a taxa de juros. Esperamos redução da Selic para 5,0%. Pelo consenso de mercado é unânime a aposta de novo corte de 50 pontos-base na quarta-feira (para 5%). A maioria espera ainda que o afrouxamento seguirá, pelo menos, até o Copom de dezembro, com a Selic fechando o ano em 4,5%. A continuidade de queda do juro no início de 2020, para 4%, dependerá dos sinais de retomada da atividade econômica, mais do que do cenário externo. Por outro lado, o contágio inflacionário do dólar é descartado pela expectativa de fluxo para o leilão do pré-sal, no dia 6 de novembro, que deve movimentar R$ 100 bilhões, e já trouxe a cotação para o piso de R$ 4.

Dois indicadores importantes da atividade doméstica só serão divulgados depois do Copom: produção industrial de setembro e dados de outubro na Fenabrave, ambos programados para anúncio na sexta-feira. Os números poderão testar a ousadia das apostas de Selic abaixo de 4% no final do ciclo de cortes. No lado fiscal, com a garantia da economia de US$ 800 bilhões com a aprovação da Previdência, já preocupam bem menos as contas do Governo Central (saem na quarta-feira) e o resultado consolidado de setembro (quinta-feira). Também teremos as sondagens empresariais da FGV (outubro) e os dados de mercado de trabalho, com a Pnad contínua/setembro na quinta-feira, que devem mostrar retomada gradual neste segundo semestre. A semana reserva ainda o relatório da dívida pública do mês passado e nota de mercado aberta à imprensa (ambos terça-feira), além das prévias do IGP-M (quarta-feira), o IPC-S (sexta-feira) e a balança/outubro (sexta-feira).

No mercado internacional, o destaque será a reunião do FOMC. Esperamos corte de 0,25 p.p. da taxa básica de juros, para o intervalo entre 1,50% e 1,75%. Os futuros dos Fed Funds (CME Group) projetam 93,5% de probabilidade de o Fomc decidir na quarta-feira uma queda de 25 pontos do juro. Em contraposição aos indicadores mais fracos da economia americana, os avanços nas negociações comerciais com a China, cuja fase 1 do acordo deve ser assinada em novembro, podem encerrar o ciclo de “segurança”. Apesar do dissenso na reunião anterior, o Fed deverá continuar com uma política monetária preventiva. Em relação aos recentes avanços nas negociações entre EUA e China e entre Reino Unido e União Europeia, os riscos advindos do cenário global mantêm-se assimétricos para baixo, principalmente para a indústria norte-americana.

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