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Agenda Econômica Semanal – 27 de junho a 3 de julho de 2022 : Na agenda doméstica, destaque para dados de mercado de trabalho

Esta semana, destaque para os números do mercado de trabalho, que vêm apresentando resultados benignos neste primeiro semestre do ano. O IBGE divulga a PNAD Contínua (quinta-feira), com expectativa de que a taxa de desemprego mostre novo recuo em maio, de 10,5% para 10,2%. A queda na taxa deve seguir puxada pelo crescimento da população ocupada, que tem superado o retorno das pessoas ao mercado de trabalho. No mesmo dia, o Ministério da Economia divulga os números do Caged, que deve mostrar geração líquida de 198 mil vagas em maio, dando continuidade ao processo de retomada do emprego formal, que tem sido beneficiado especialmente sustentada pela volta dos serviços presenciais. No geral, o comportamento do mercado de trabalho tem se mostrado positivo, amparando a perspectiva de novo crescimento do PIB no 2º trimestre do ano. Além disso, os bons números do mercado de trabalho têm reduzido as projeções para a taxa de desemprego em 2022, para algo em torno de 10%, bem inferior ao registrado em 2021 (13,2%).

Em relação à inflação, a FGV divulga o IGP-M de junho (quarta-feira), que deve registrar alta de 0,81%, acelerando ante o dado de maio (+0,52%), mantendo o quadro inflacionário sob atenção. O avanço do índice deve ser puxado pelos preços ao consumidor e na construção civil, neste caso, pressionados pelo reajuste da mão de obra (dissídio anual do setor). Na contramão, a inflação no atacado deve desacelerar, favorecida pelas quedas dos preços de itens agropecuários. Além disso, o resultado reverte a trajetória de desaceleração do indicador em 12 meses, que deve passar de 10,72% para 10,95%. Hoje, foi divulgado o INCC (FGV) de junho que acelerou a 2,81% em junho, após alta de 1,49% em maio, devido ao reajuste salarial dos trabalhadores da construção civil de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife.

Ao longo da semana, a FGV também divulga as sondagens de confiança (construção, indústria, serviços e comércio) referentes ao mês de junho, que ajudarão a calibrar o comportamento da atividade neste 2º trimestre. A injeção de recursos do governo, a reabertura das atividades e condições favoráveis do setor externo têm contribuído para manter a confiança com algum viés de alta neste início de ano. Hoje pela manhã a FGV divulgou que a confiança do setor de construção subiu 1,2 pontos em junho (para 97,5 pontos), amparado pela melhora da avaliação dos empresários da situação atual dos negócios.

Após o encerramento da greve da categoria, o Tesouro deve voltar a divulgar normalmente os números do governo central (quarta-feira) que deve ter déficit de R$27,1 bilhões, refletindo a antecipação do 13º salário dos aposentados e pensionistas. Já o Banco Central deve divulgar os dados do setor público consolidado (quinta-feira), com a expectativa de que as contas mostrem déficit primário de R$ 25,1 bilhões. Ainda que a arrecadação siga forte, a sazonalidade negativa do período e a antecipação do 13º salário aos aposentados e pensionistas do INSS devem pesar sobre o resultado do mês.

Já a Secex deve também voltar a divulgar normalmente os dados da balança comercial (sexta-feira), cuja expectativa é de superávit de US$ 10,0 bi em junho, um pouco abaixo do registrado em junho de 2021 (US$ 10,4 bi). O resultado deve seguir mostrando um bom volume de exportações, beneficiadas pela alta dos preços das commodities no mercado internacional. O menor superávit na comparação interanual, no entanto, reflete o forte aumento dos preços de itens importados que foram afetados pela guerra na Ucrânia, como as commodities energéticas (carvão, petróleo cru e gás natural), fertilizantes e trigo.

No exterior, a agenda estará relativamente esvaziada. Além da leitura final dos PIB’s do primeiro trimestre dos EUA e do Reino Unido, serão publicados os PMI’s da China, Zona do Euro e Estados Unidos.

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