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Agenda Econômica Semanal – 26 de junho a 2 de julho de 2017

Agenda doméstica desta semana contará com a reunião do CMN e a divulgação de indicadores de maio

 Agenda doméstica desta semana contará com a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) e a divulgação de diversos indicadores de maio, com destaque para as pesquisas de confiança (já referentes a junho), os resultados das contas externas e das contas públicas, além da taxa de desemprego. Entendemos que essas informações seguirão apontando para uma retração do PIB neste segundo trimestre, reforçando a tendência desinflacionária em curso. Para a reunião do CMN (quinta), avaliamos que o comitê, formado pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, do Planejamento, Dyogo Oliveira, e pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, devem reduzir a meta de inflação para 2019 de 4,50% para 4,25%. Entendemos que o momento é propício, uma vez que a trajetória de desinflação tem sido mais intensa do que se antecipava e que as expectativas de inflação para 2019 estão próximas de 4,25%. Dessa forma, o custo de ancoragem de expectativas é praticamente nulo.

O Banco Central divulgará, na terça-feira, os dados do balanço de pagamentos referentes a maio: resultado do de maio deve recuar de R$12,6 bi para -R$18,9 bi, refletindo o aumento das despesas devido ao pagamento das sentenças judiciais relacionadas com benefícios previdenciários e a arrecadação abaixo das expectativas. O superávit em transações correntes deve ter chegado a US$ 2,2 bilhões e os investimentos diretos no país devem ter somado US$ 3,0 bilhões. Conheceremos também os números das contas públicas do mês passado: na quarta-feira, o tesouro divulgará o resultado do governo central, para o qual projetamos déficit de R$ 17,2 bilhões, e na quinta-feira teremos o resultado do setor público, que deve registrado déficit de R$16,9 bilhões.

Também na quinta-feira será divulgado o IGP-M de junho, apontando deflação menor, ao passar de –0,93% para –0,65%. O expressivo aumento dos custos com a mão de obra da construção civil, a alta do preço do Feijão, o encarecimento dos alimentos industrializados e a menor deflação do minério de ferro devem ser os vetores do movimento. O INCC (terça), índice que compõe o IGP-M, deve acelerar de 0,13% para 1,34%  em junho, puxado pela alta dos custos com a mão de obra da construção civil.

O Banco Central divulgará na quarta-feira os dados do mercado de crédito do mês passado. Após o resultado do Caged ter indicado criação líquida de 34,2 mil vagas em maio, esperamos que a PNAD contínua, que será divulgada nesta sexta-feira, aponte estabilidade para taxa de desemprego em 13,6% (13,2% p/ 13,3%, com ajuste sazonal), refletindo a cautela do empresariado em contratar diante das incertezas que ainda pairam sobre a perspectiva de recuperação da economia. Por fim, ao longo da semana, a FGV divulgará as sondagens dos diversos setores da economia referentes a junho. Na agenda política, destaque para a votação da reforma trabalhista na CCJ do Senado, na quarta-feira.

Na agenda externa, destacamos a leitura preliminar do índice de preços ao consumidor da Área do Euro, na sexta-feira, que deve mostrar desaceleração em relação a maio, reduzindo a pressão para que o Banco Central Europeu reduza os estímulos monetários. Nos Estados Unidos, teremos os dados das encomendas de bens duráveis em maio, hoje, e da confiança do consumidor, na quarta-feira, cujos resultados serão observados com atenção após a frustração com os últimos indicadores de atividade econômica no país. Na China, na noite de quinta-feira, será conhecido o índice PMI de junho, que deve indicar discreta desaceleração em relação a maio.

TABELA AGENDA

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