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Agenda Econômica Semanal – 25 a 31 de julho de 2022 : No cenário doméstico, destaque para a divulgação do IPCA-15 e dos dados de mercado de trabalho

Na terça-feira, o IBGE divulgará o IPCA-15 de julho, que deverá exibir desaceleração em relação ao resultado anterior. Outro dado de inflação que será conhecido na próxima semana será o IGP-M de julho, na quinta-feira. No mesmo dia, conheceremos o resultado do Caged e, na sexta-feira, a taxa de desemprego, ambos de junho. Os números do mercado de trabalho têm surpreendido positivamente, com uma recuperação robusta do emprego, beneficiado pela retomada dos serviços presenciais.

O IPCA-15 de julho deve desacelerar de 0,69% para 0,14%, em razão das medidas de desoneração do governo sobre energia elétrica e combustíveis. Também deveremos ter o alívio no ritmo de elevação dos preços dos medicamentos. Por outro lado, a inflação de alimentos deve seguir pressionada, em função da forte alta de alguns itens, como o leite (e derivados), além das refeições fora de casa, com a retomada da demanda com a melhora da pandemia. A prévia de julho ainda não deve capturar todo o impacto da redução de impostos, que deve ficar mais evidente no índice cheio, quando o IPCA deve registrar deflação. Ainda assim, o indicador deve registrar desaceleração razoável no acumulado em 12 meses, passando de 12% para 11,4%. A despeito de tal fator (exógeno), a leitura de julho deve mostrar uma inflação um pouco menos disseminada, embora ainda com as medidas de núcleos pressionadas, sinalizando que a inflação segue persistente, mantendo o cenário sob atenção.

O INCC (Índice Nacional da Construção Civil) de julho (também terça-feira) deve ter arrefecimento (2,81% para 1,32%) devido à diluição dos efeitos dos reajustes salariais dos trabalhadores da construção civil e o menor avanço de materiais e equipamentos. Por fim, na quinta-feira, o IGP-M de julho deve desacelerar de 0,59% para 0,31% (M/M), puxado por combustíveis, energia elétrica e minério de ferro. Por outro lado, o IPA Agropecuário deverá ganhar ritmo em relação à leitura anterior.

Os números do mercado de trabalho têm surpreendido positivamente, com uma recuperação robusta do emprego, beneficiado pela retomada dos serviços presenciais e as leituras desta semana não vão fugir à regra. Para o Caged, a expectativa é de geração líquida de 239,0 mil vagas, enquanto na Pnad, o consenso prevê que a taxa de desemprego recue de 9,8% para 9,3%. Em conjunto, os dados têm mostrado um mercado de trabalho aquecido, endossando a perspectiva de novo crescimento do PIB no 2º trimestre. Já a taxa de desemprego de junho deve recuar de 9,8% para 9,3%, refletindo a provável forte geração de vagas no setor de serviços e comércio. Dá suporte à avaliação, os estímulos à renda (Auxílio Brasil, FGTS e antecipação da 1ª parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas). Com ajuste sazonal, a taxa de desemprego deve cair de 9,6% para 9,2%.

Ao longo da semana, o Banco Central divulgará parte das notas econômico-financeiras, começando com os dados de março do balanço de pagamentos, na segunda-feira, dados de crédito de março e abril, na quarta, e a nota de política fiscal, com resultados até maio, na sexta-feira. Quanto ao setor externo, a nota do BC traz os números ainda de março. A expectativa é de um superávit de US$ 0,4 bi na balança de transações correntes e uma entrada de US$ 6,0 bi de investimento externo (IED). Já a Nota Fiscal traz os números do setor público consolidado de maio, que deve mostrar déficit primário de R$ 29,8 bi, em função do déficit de R$ 39,4 bi do governo central, já divulgado pelo Tesouro (mas com expectativa positiva para o resultado dos entes subnacionais).Para o resultado do governo central de junho, nossa estimativa é que ocorra superávit de R$10,2 bilhões (ante –R$39,4 bi de maio), impulsionado pelo recebimento de R$26,6 bilhões oriundos da descotização da Eletrobras e da receita de dividendos, em torno de R$20 bilhões, provenientes da Petrobras e do BNDES. Limitando o superávit, destaque para a parcela final da antecipação do 13º salário dos benefícios previdenciários (R$23 bilhões).

Na agenda internacional, as atenções estarão voltadas para a decisão de política monetária do Fed, na quarta-feira. O Banco Central dos EUA deve manter o ritmo de aperto monetário com novo aumento de 0,75 p.p. da taxa básica. Além da decisão em si, os mercados devem acompanhar de perto também a entrevista coletiva do presidente da instituição, Jerome Powell. Ao longo da semana, também haverá a divulgação do resultado preliminar do PIB do segundo trimestre dos EUA, na quinta, e da Área do Euro, na sexta-feira.

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