Agenda Econômica Semanal

25 a 31 de janeiro de 2016

Brasil:

Nesta semana, as atenções do mercado estão voltadas para a divulgação da ata da última reunião do Copom, que será divulgada na próxima quinta-feira, após a polêmica decisão do Comitê pela manutenção da Selic em 14,25% ao ano. A controvérsia nasceu às vésperas da divulgação da decisão do Copom, após o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, divulgar em nota que que as revisões do FMI sobre as projeções da economia brasileira foram significativas e seriam consideradas na decisão do Copom. O FMI rever a projeção de queda do PIB brasileiro em 2016, que passou de -1% para -3,5%. A declaração de Tombini sinalizou mudança de rumo da atual política monetário. A partir desse posicionamento do Banco Central, a REAG que, esperavam aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, mudou sua posição para estabilidade da Selic nos próximos meses. Acreditamos que o BC estaria cedendo a pressões externas para manter a Selic em 14,25% ao ano. Quando do anúncio da decisão, na terça-feira da semana passada, o Copom informou que considerou não apenas a inflação, mas o atual balanço de riscos do país, as incertezas domésticas e principalmente externas. A explicação mais detalhada sobre a decisão virá na ata.

Em resposta à decisão do Copom de manter a taxa de juros inalterada, o mercado revisou para baixo as suas expectativas para a Selic, conforme divulgado ontem pelo Relatório Focus. A mediana das expectativas para o IPCA de 2016 subiu de 7% para 7,23% e avançou de 5,40% para 5,65% para 2017. As estimativas para o PIB em 2016 passaram de uma queda de 2,99% para outra de 3,00% e, para o ano que vem, passaram de um crescimento de 1,00% para outro de 0,80%. A mediana das projeções para a taxa Selic caiu de 15,25% para 14,64% no final de 2016 e de 12,88% para 12,75% em 2017. Por fim, as estimativas para a taxa de câmbio subiram de R$/US$ 4,25 para R$/US$ 4,30 no final deste ano e de R$/US$ 4,30 para R$/US$ 4,40 ao final do ano que vem.

EUA:

O Fed decide esta semana o rumo das taxas de juros do país na quarta-feira. O mercado busca por pistas sobre qual deve ser o tamanho e o ritmo do ciclo de aperto monetário, principalmente depois que o humor internacional azedou com a China já nos primeiros dias de 2016. A REAG, por sua vez, não acredita que haverá alteração da taxa de juros na reunião deste mês. Na sexta-feira será divulgado o PIB americano, que sinalizará o quão consistente é a retomada da economia norte-americana.

agenda semanal 25 a 31 de janeiro de 2016

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